A velocidade da informação aliada a uma mudança de comportamento do consumidor - cada vez mais exigente - obrigam as organizações a investir mais em comunicação social. Esta mudança de atitude, já clara nos grandes centros, representa um esforço para criar canais de comunicação com públicos interno e externo. Já se vai o tempo em que investimento em comunicação representava somente anúncio nos meios de comunicação de massa. Tendências como estas, que preocupam cada vez mais executivos de todos os setores, foram debatidas ontem em Londrina durante o 7º Simpósio Aberje de Comunicação Social. O encontro, que teve o apoio da Folha, reuniu durante todo o dia profissionais de comunicação no Hotel Sumatra.
Os participantes acompanharam relatos sobre programas de comunicação de várias empresas e organizações do País. Temas como assessoria de imprensa e jornalismo empresarial também foram abordados. O chefe do setor de planejamento e pesquisa do Serviço de Comunicação da Petrobrás, Eraldo Carneiro, mostrou o trabalho que está sendo desenvolvido na estatal. ‘‘Ter uma cultura de comunicação numa empresa é fundamental’’, defende. Ele chama a atenção para o fato de que muitos empresários e executivos estão convencidos da importância de um setor ligado à informação, da mesma forma que uma organização necessita de departamentos ligados a finanças, recursos humanos e outros setores essenciais. O jornalista diz que comunicação significa dar ouvidos para o cliente, ou seja, a empresa tem de estar disposta a ouvir o ‘‘feed back’’. ‘‘Comunicação é um processo, uma via de mão dupla’’.
O Banco do Brasil é uma organização que colheu frutos e dividendos contando com a colaboração da comunicação interna. O caso foi relatado pelo instrutor do Centro de Desenvolvimento Profissional do banco, Artur Roman, que há três anos implantou a Oficina de Comunicação Administrativa (Oca). Pelo programa, todas as correspondências, rotinas e normas deveriam ter um padrão de clareza com o objetivo de facilitar a comunicação interna. Pesquisa feita em junho passado no banco revelou que 89% dos funcionários acham que as correspondências administrativas estão mais claras. Uma pesquisa qualitativa mostrou que os gerentes estão agora tendo mais tempo para fazer negócios. ‘‘A qualidade dos funcionários do banco, a dedicação da categoria à empresa, o acerto das estratégias traçadas e o programa de comunicação interna estão entre os fatores que resultaram no lucro de R$ 416 milhões no primeiro semestre deste ano’’, avalia. Este resultado representa 13,7% do patrimônio líquido da instituição.

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