Empresa londrinense exporta para Europa
Venda dos produtos da linha Coscarque na Holanda será primeiro passo para ganhar o Mercado Comum Europeu
Cláudia Lopes
Josoé de Carvalho





Made in BrazilFuncionários trabalham na linha de produção da Krys-Belt. Na foto inferior, Elias Ferreira, diretor da empresa e Rudolf Leine, consultor internacional: de olho na globalizaçãoA Holanda será o primeiro país a receber produtos da empresa londrinense Krys-Belt do Brasil Indústria e Comércio Ltda, que entre outros produtos fabrica o chá emagrecedor Coscarque. As exportações começam em julho e fazem parte da estratégia desenvolvida pela empresa de atingir os 15 países do Mercado Comum Europeu até a virada do século. A Krys-Belt também mantém contatos com outros 60 países. Entre eles, Egito, Jordânia, Paquistão e Damasco.
A empresa pretende lançar os produtos da linha Coscarque em Amsterdã, capital da Holanda, daqui a dois meses, segundo o diretor da Krys-Belt, Elias Ferreira. Composta por oito produtos fitoterápicos para emagrecer, a Coscarque tem chás, comprimidos, extratos e cápsulas. A empresa, existente há 16 anos em Londrina, fabrica cerca de 400 itens em três segmentos: medicamentos fitoterápicos, produtos alimentícios e cosméticos.
As exportações para a Holanda atingirão apenas o segmento fitoterápico. Com 15 milhões de habitantes, o país servirá como ponto de distribuição para toda a Europa. A primeira venda para a Holanda - com contrato já assinado - será de 100 mil unidades. As peças publicitárias que estão sendo preparadas para o lançamento do produto no exterior utilizam modelos brasileiras. ‘‘Vamos vender a imagem de nosso País associada à beleza da mulher brasileira’’, explica Ferreira.
Dê olho na globalização, a empresa contratou um consultor internacional: o holândes Rudolf E. Leine. Com fluência em sete idiomas, o holândes, de 48 anos, mudou-se em fevereiro deste ano para Londrina, tornando-se responsável pelos contatos entre a Krys-Belt e diversos países.
A empresa foi uma das escolhidas pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) para participar de uma rodada de negócios com uma comitiva da França, que esteve na cidade no mês passado. ‘‘Contactamos uma empresa francesa interessada em fazer joint venture com indústrias brasileiras’’, diz Ferreira. ‘‘Até o mês que vem, devemos receber uma nova missão de franceses para discutir a possibilidade de uma parceria com a Krys-Belt’’.
No início do próximo ano, o empresário pretende começar as obras da nova fábrica, que centralizará as três divisões que a Krys-Belt mantém na cidade. A obra tem prazo de conclusão de 36 meses. O investimento será de R$ 2 milhões. Num terreno de 14,7 mil metros quadrados, no Cilo 5, a indústria terá uma área construída de 6,5 mil metros quadrados.
A capacidade instalada da nova unidade, que deve gerar 180 empregos, será de 10 a 12 milhões de unidades/mês. Atualmente, a empresa produz 500 mil unidades mensalmente mas tem capacidade instalada para fabricar 3 milhões/mês, segundo Ferreira. ‘‘Hoje, temos 66 funcionários mas, no verão, chegamos a 86 empregados’’.
Com dois sistemas de venda - porta a porta e atacado - a Krys-Belt tem atualmente 120 mil vendedoras espalhadas pelo País. Seus produtos também são vendidos em 38 mil farmácias e quatro mil supermercados brasileiros. A empresa conta com um químico e dois farmacéuticos responsáveis.

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