Empresa londrinense é líder em geração de energia limpa
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Fábio Cavazotti <br> Especial para a Folha 
Para a maior parte dos suinocultores, os resíduos gerados pelos animais representam um passivo ambiental cujo tratamento é sempre colocado na coluna dos custos de produção. Uma empresa londrinense, a ER-BR Energias Renováveis, vem desenvolvendo, há 10 anos, um trabalho de inovação tecnológica capaz de deslocar essa operação para a coluna das receitas.
A 'mágica' é aparentemente simples: extrair os gases resultantes da decomposição dos excrementos e injetá-los como combustível num grupo gerador de energia elétrica. Com isso, o que era passivo ambiental se transforma em fonte de energia elétrica para ser utilizada na própria fazenda. De quebra, os produtores eliminam a conta de luz e, em alguns casos, chegam a vender excedente para as companhias de eletricidade.
O começo dessa história se deu em parceria com a unidade da Sadia em Toledo. Preocupada com os prejuízos resultantes da queda de energia na avicultura, encomendou à ER-BR o desenvolvimento de um grupo gerador a biogás. Com isso, abriram-se as portas para aproveitamento de resíduos orgânicos na geração de energia. A empresa londrinense foi responsável pelo desenvolvimento do primeiro grupo gerador a gás com tecnologia 100% brasileira. ''Grupo gerador sempre existiu. O que fizemos foi tirar o diesel como combustível e colocar o biogás. O biogás é um combustível difícil de trabalhar, ele tem vários contaminantes que danificam o motor'', conta o diretor de Inovação e Marketing da ER-BR, Carlos Claret Sêncio Paes. ''Mas nós conseguimos desenvolver adaptações que tornaram o motor mais resistente e vencemos o desafio.''
Atualmente, a ER-BR é líder de mercado neste setor, com mais de 240 grupos geradores instalados - 95% em propriedades rurais. A capacidade de geração dos equipamentos chega a 30 MW/hora, o que significa energia suficiente para aproximadamente 7 mil residências. O ganho ambiental é enorme: as propriedades rurais deixaram de demandar energia oriunda de combustíveis fósseis - não renováveis e mais poluentes - e passaram a dar um destino adequado ao que antes era considerado passivo ambiental.


