Empresa lançou PDV este mês
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segunda-feira, 12 de março de 2001
De Curitiba 
A Copel lançou neste mês mais um plano de demissão voluntária, que tem como missão enxugar o quadro de pessoal e preparar a estatal para a privatização, que deve ocorrer em novembro próximo. Este é o quinto programa feito nos últimos cinco anos. Não há meta específica da quantidade ideal de funcionários que deveriam se desligar da empresa. A adesão começou dia 1º e vai até 31.
As pessoas que optarem pela demissão incentivada terão até o final de julho para deixar a Copel. O prazo pode se alterar conforme necessidade ou determinação da companhia. Em alguns setores, podem ocorrer dificuldades para remanejar ou treinar novo profissional para a função.
As vantagens para quem aderir ao PDV são divididas entre os funcionários que têm até dez anos de Copel e os que têm mais tempo de trabalho. Até dez anos, o funcionário recebe 80% de um salário por ano trabalhado. Os demais ganharão 80% do salário pelos 10 primeiros anos e 50% pelos anos subsequentes.
Além das vantagens extras oferecidas, os demissionários recebem as verbas previstas na Lei Trabalhista. Apenas a multa rescisória é deduzida. O molde do plano de demissão segue as mesmas características dos programas anteriores.
A Copel tem feito sucessivas reduções em seu quadro de pessoal. Conforme dados do balanço da companhia, a empresa tinha 9,7 mil funcionários em 1994. No ano seguinte, eram 8,8 mil. Em 98 a redução chegou a um total de 7,4 mil. O último levantamento feito no mês passado indicou 6,1 mil.
Por enquanto, a Copel não tem balanço de quantos empregados aderiram ao plano de demissão. Muitos se sentirão estimulados a deixar a Copel com receio de demissão após a privatização. (C.M.)


