Empresa lança programa contra plantas daninhas
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quinta-feira, 07 de julho de 2016
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 

A multinacional australiana de agroquímicos Nufarm lançou ontem, em Londrina, o programa Nufarm de Integração com a Comunidade Técnico-Científica (TecNufarm), com orçamento de R$ 3 milhões para financiar uma plataforma de integração entre a comunidade acadêmica, pesquisadores e a realidade empresarial. Neste ano, o alvo será o controle de plantas daninhas, com um concurso para universitários e recém-formados que premiará os cinco que encontrarem as melhores soluções tecnológicas para o problema.
O Desafio Nufarm buscará integrar 600 universidades no País, principalmente de agronomia, mas não apenas. Para participar, os estudantes devem acessar o endereço eletrônico www.sougenial.com.br, preencher o cadastro e apresentar projetos adequados à melhoria de práticas contra plantas daninhas e à comunicação de ações. Os cinco primeiros colocados receberão prêmios que variam de R$ 1 mil a R$ 3,5 mil e terão as propostas desenvolvidas por um grupo de 15 pesquisadores, em um sistema chamado de "inovação aberta".
Os profissionais convidados são de empresas e instituições de pesquisa agrícola, como Embrapa Soja, Fundação ABC, Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), entre outras. O controle de plantas daninhas tem virado motivo de preocupação pela maior resistência a herbicidas no País.
SUSTENTABILIDADE
O presidente da Nufarm no Brasil, Luciano Daher, afirma que o programa visa promover a integração entre universidade, grandes pesquisadores e profissionais da empresa, para tornar a vida do agricultor mais sustentável. "O grande benefício para a comunidade acadêmica é poder exercitar na vida real ideias novas e participar de soluções inovadoras, para se envolver em um processo que pode multiplicar a capacidade dele de ter contato com regiões, ideias e pessoas que podem gerar novos conceitos."
O diretor executivo de marketing da multinacional, Vitor Raposo, diz que o valor é destinado a todo o programa TecNufarm. "É o investimento em todas as ações com a comunidade técnico-científica e que abrange registro de produtos, porque agroquímicos tÊm uma legislação muito robusta, além de capacitação e comunicação."
Para o coordenador de pesquisas do setor de herbologia da Fundação ABC, Luís Henrique Penckowski, é uma proposta interessante de se abrir a discussão com jovens que saem ou estão nas universidades. "Os pesquisadores têm de pensar fora da caixinha e a proposta é diferente, desafiadora e envolve um tema complexo", conta ele, que atua na entidade mantida pelas cooperativas Castrolanda, Capal e Frisia.
Pesquisador de plantas daninhas da Embrapa Soja, Fernando Adegas considera toda a tentativa de fomentar ideias como importante. "A Embrapa é uma empresa estatal de pesquisa e integração com empresas que também têm atuação na área. É algo interessante para discutirmos as próprias tecnologias que são geradas pela empresa e ver se a relação é factível."
O professor da Uenp Robinson Osipe lembra que as novas ideias podem vir da juventude. "Somos cientistas, mas não somos donos da verdade e às vezes freamos muito os jovens. Eles podem enxergar além do óbvio."


