São Paulo - Lingerie para combater celulite, hidratar a pele e absorver o suor, na linha de produtos de alta tecnologia, são as últimas novidades da indústria têxtil e prometem renovar o mercado de sutiãs e calcinhas, que movimenta em torno de US$ 138 milhões por ano. Os produtos que começam a chegar ao varejo foram desenvolvidos pela Invista, que detém o controle das marcas Lycra, Tactel e Suplex.
A estratégia da companhia, recém-adquirida pela americana Koch Industries, é investir mundialmente num novo conceito de produto com a etiqueta Lycra Body Care. ''A etiqueta estará presente em peças que vão proporcionar maior bem-estar à consumidora por causa de efeitos tecnológicos incorporados ao fio ou na construção do tecido'', diz a gerente de Marketing da Invista, Carol Sister. É o caso, exemplifica, de calcinhas, bermudas e shorts com microcápsulas de creme anticelulite. O produto incorporado ao tecido é liberado gradualmente e será vendido como mais uma alternativa para ajudar a consumidora a combater a celulite.
A expectativa da Valisère, líder no mercado de lingerie sofisticada, e que já começou a vender a novidade, é de que no prazo de até dois anos os produtos anticelulite e outros com efeitos cosméticos, representem 15% das vendas. As calcinhas custam de R$ 35 a R$ 45 e as bermudas, de R$ 50 a R$ 65. ''Este conceito de cuidado com o corpo agregado à lingerie é embrionário e vai demorar algum tempo para ser testado e aprovado pela consumidora'', diz o diretor-superintendente da Valisère, Oswaldo de Oliveira. Mas ele não tem dúvida de que a tendência chegou para ficar.
Na lista de novas atrações para fisgar a consumidora, a Invista já pesquisa fibras e tecidos que contenham cápsulas de vitamina C e outros produtos para combater radicais livres, um dos fatores de envelhecimento. Está na fase de testes também um sutiã que promete ajudar no enrijecimento dos seios.

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