Empresa fatura R$ 12 mi com venda de máquinas
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sábado, 20 de novembro de 2004
Vera Barão<br> Reportagem Local 
Transformado em aparelho de primeira necessidade, o computador e seus acessórios têm espaço garantido no mercado. Prova disso está no faturamento de R$ 12 milhões que a Microsens deve fechar o ano de 2004. Empresa londrinense que atua há 20 anos na revenda de impressoras e computadores no Brasil, a Microsens tem como principal cliente os governos federal e estadual. De janeiro até agora, a empresa vendeu três mil impressoras para os governos Federal e do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
A Microsens mantém parceria com a Oki Data, empresa japonesa que atua há sete anos no mercado brasileiro (com sede em São Paulo) e que fornece as máquinas para a revenda. Recentemente, os executivos das duas empresas estiveram visitando a diretoria da Folha de Londrina. Durante o encontro, o sócio-proprietário da Microsens, César de Oliveira, anunciou a venda de mais duas mil unidades até o final de dezembro. O diretor de vendas da Oki Data, Américo Ribeiro, salientou que a empresa está presente no Brasil desde 1997, possui fabricação local e oferece uma completa linha de produtos composta por cerca de 25 modelos.
Com filiais em Curitiba, Porto Alegre e Brasília, a Microsens tem uma estrutura enxuta com apenas 30 funcionários que dão suporte técnico e financeiro. Uma das metas para o ano que vem é voltar a atuar no mercado corporativo para ampliar o volume de negócios e vender no varejo. Hoje, a empresa só vende através de licitações ou de visitas ao cliente. ''Começamos vendendo para o mercado corporativo e, nos últimos anos, focamos o negócio para o governo. Agora, estamos querendo voltar para o mercado corporativo porque isso deve ampliar nossos negócios. Também é nossa meta no futuro, vendermos no varejo'', afirmou Oliveira. Ele destacou, entretanto, que o bom resultado com as vendas para o governo ocorre em função da Microsens trabalhar com uma boa equipe técnica, fornecedores e assessoria jurídica que dá respaldo nos procedimentos licitatórios.
Em 2004, disse ele, a empresa teve um crescimento de 100% em relação ao ano passado, porém com a mesma lucratividade. '' Isso significa que reduzimos custos, ampliamos o volume de negócios e estamos preparados para crescer no próximo ano'', enfatizou o sócio-proprietário, que prevê faturamento de R$ 18 milhões para 2005. Para isso, os proprietários estão investindo na construção de área de mil metros quadrados na Vila Brasil. Há 15 anos, a empresa funciona numa área de 250 metros quadrados na Avenida Duque de Caxias. ''Esperamos um crescimento forte nos negócios em Porto Alegre e Curitiba'', afirma.
Mesmo tendo obtido boas vendas em 2004, César de Oliveira acrescenta que há necessidade do governo promover uma reforma tributária que torne a vida das médias empresas mais estáveis. ''A economia tem espaço para crescer, mas o governo tem que estar mais atento aos empresários comprometidos com o País. A complexidade tributária e da legislação trabalhista são fatores que inibem um crescimento maior da economia'', critica Oliveira. Segundo ele, a empresa tem processo produtivo básico aprovado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, porém não consegue ter volume para viabilizar a produção de, no mínimo, mil máquinas por mês por causa desses percalços. ''A Microsens vende para clientes do Amapá ao Rio Grande do Sul. O fato de estarmos em Londrina, nos proporciona uma localização estratégica e com infra-estrutura que facilita o atendimento técnico em todo o Brasil'', aponta.


