Empresa estatal será companhia de dragagem
Curitiba - O governador Roberto Requião anunciou ontem, durante o lançamento do Corredor de Congelados do Paraná, que pretende transformar a empresa estatal Minerais do Paraná S.A. (Mineropar) em uma companhia de dragagem para atuar nos portos paranaenses e em outros estados. Requião afirmou que, mesmo prevendo reações das empresas privadas que atualmente exploram o serviço, o governo já estaria em negociações para adquirir uma draga. O anúncio acontece em meio a um complicado processo de licitação para realização da dragagem no porto de Paranaguá, que não recebe o serviço desde julho de 2005.
Em seu discurso, o governador classificou o processo de licitação como a ''guerra da dragagem''. Além disso, afirmou que a única proposta apresentada por uma empresa na concorrência é inviável. ''O orçamento imposto pela empresa chega a R$ 156 milhões. Isso dá uns 70 ou 80 milhões de dólares. Uma superdraga no mercado internacional custa 22 milhões de dólares'', disse Requião. Ele acusou ainda as empresas que oferecem o serviço de formarem um monopólio e declarou que houve um aumento inaceitável nos preços depois que o governo federal anunciou que liberaria R$ 1 bilhão para a dragagem dos portos brasileiros.
Segundo Requião, esse foi o principal motivo que levou o governo a estudar a possibilidade de criar uma empresa estatal de dragagem, conforme já havia declarado no mês passado. Ontem, decidiu anunciar quais são seus planos. ''Anuncio aqui, inclusive ao superintendente do porto (Eduardo Requião), que estou transformando uma pequena empresa pública, que é a Mineropar, que cuida das nossas jazidas minerais, numa empresa nacional de dragagem'', declarou.
O governador afirmou ainda que a empresa estatal não tem prazo para iniciar suas atividades. ''Não é uma coisa para se resolver em 30 ou 60 dias, mas é uma coisa que tem que ser resolvida definitivamente''.
Pouco antes, no entanto, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, havia afirmado que, mesmo com o governo estudando a possibilidade de criar a companhia pública de dragagem, continuava buscando soluções para a realização do serviço. Inclusive, programava para a semana que vem a realização de uma reunião com representantes de empresas privadas para discutir a questão.
Atualmente, o porto opera com restrições no calado dos navios que pode ser, no máximo, 11,89 metros. Também está proibida a navegação noturna para navios com calado entre 10,70 m e 11,89 m e para os que têm comprimento superior a 250 metros. Estas restrições fazem parte da Portaria nº 101 de 21 de dezembro de 2007 assinada pelo Capitão dos Portos, Marco Antônio do Amaral Silva. (R.L.)





