Empresa é acionada na Justiça por imitação de produto
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sexta-feira, 28 de novembro de 2003
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
A fabricante londrinense de cosméticos e produtos de beleza KLD está sendo acionada judicialmente pela carioca LR Companhia Brasileira de Produtos de Higiene e Toucador. A indústria do Rio de Janeiro acusa a KLD de produzir e vender o ''Leite de Flores'' com embalagem que utiliza as mesmas cores e formas do conhecido ''Leite de Rosas'', da marca carioca.
Segundo o advogado da LR, José Eduardo Vieira, ações de ordem cível e penal foram ecaminhadas ao Tribunal de Justiça do Paraná. Sob os aspectos penais, a juíza da 2 Vara Criminal de Londrina, Lídia Maejima, já recebeu a denúncia e marcou audiência com os sócios da KLD, Silas Marroni e Dircídia Marroni, para março do ano que vem. Na ação civil, Vieira pede indenização pelo uso das cores da marca ''Leite de Rosas'', além do fim da comercialização do produto acusado de imitação. Uma liminar determinando a busca e apreensão dos produtos da KLD já foi concedida em favor da LR.
Vieira conta que Silas e Dircídia Marroni já foram processados em meados dos anos 90 pelo mesmo motivo: imitação da identidade visual do Leite de Rosas no produto Leite de Flores. Na ocasião, a indústria administrada pelo casal era a HS, que faliu logo após perder a ação.
''Dessa vez, optamos também pela ação penal pois já é a segunda tentativa de imitação por parte dos Marroni'', afirma Vieira. Os cálculos dos prejuízos provocados pela KLD à fábrica carioca já estão sendo realizados para efeito indenizatório. ''Estarão incluídos aí os danos materiais e de reputação à LR'', diz o advogado. A ação penal pede a condenação dos sócios-proprietários da KLD.
A LR também move ações contra uma indústria de Diadema, na Grande São Paulo, por imitar a identidade visual do Leite de Rosas. Além de Londrina e Diadema, Vieira conta que já foram identificadas imitações do produto em Recife e Goiânia.
A reportagem da Folha procurou o sócio-proprietário da KLD, Silas Marroni, para responder às acusações de imitação do Leite de Rosas. O número de telefone da empresa disponível na lista não completava as chamadas. Silas Marroni também foi procurado na sede da KLD, mas a secretária da empresa disse à Folha que o empresário estava em reunião e não poderia atender. A secretária passou outro número de telefone, atendido por ela própria no final da tarde de ontem. No entanto, ela voltou a afirmar que Marroni não poderia atender e que ele não dispunha de celular para ser encontrado.


