Diante das alterações registradas no cenário de pragas nas lavouras comerciais de grãos, como o crescimento da área plantada com milho e soja, a mudança da dinâmica populacional de pragas e o investimento em novas cultivares, têm-se observado o aumento da adoção de tratamento de sementes com inseticidas. Segundo o gerente de produtos inseticidas da FMC Brasil, Gustavo Canato, a taxa de utilização da técnica chega a aproximadamente 80% dos produtores atualmente.
Com o objetivo de atender as novas demandas dos agricultores, a FMC lançou o Rocks, um inseticida voltado para tratamento de sementes de alta tecnologia de milho e soja. O produto foi desenvolvido para atender as características do milho Bt e das demais evoluções em transgênicos, mas também atua sobre cultivares convencionais.
O principal diferencial do Rocks é a dupla ação sobre as pragas, que possibilita o combate a insetos mastigadores, como as lagartas, e sugadores, como os percevejos. A ação sistêmica se dá porque o produto circula dentro da planta e é absorvido quando os sugadores se alimentam, enquanto a ação de contato forma uma barreira química de proteção contra os mastigadores.
''Com uso do Rocks, tivemos um aumento médio de 8% de produtividade nas lavouras de milho e de 10% nas de soja'', revela Canato. A FMC fará a comercialização do produto tanto para agricultores quanto para a indústria sementeira. A expectativa da empresa é ocupar de 8% a 10% do mercado de inseticidas nos próximos cinco anos com o Rocks.
Entre as vantagens do tratamento de sementes, Canato destaca o efeito mais direcionado do inseticida na lavoura, a economia do produto e a otimização dos resultados em comparação à aplicação feita sobre a plantação. Segundo ele, o investimento em tratamento de sementes equivale a 0,6% do custo de produção.
Canato afirma que o mercado de tratamento de sementes com inseticida no milho é de US$ 156 milhões em 2011 e a previsão é de chegar a US$ 211 milhões em 2015, um aumento de 35%. Já o mercado de tratamento de sementes com inseticidas na soja deve atingir US$ 504 milhões em 2015, um incremento de 38% em comparação aos US$ 365 milhões de 2011.
O Rocks já está disponível para o mercado nacional, mas, segundo o Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis), a comercialização ainda não foi liberada no Paraná. ''Esse produto está em processo de cadastro no Estado e o trâmite da avaliação tem prazo de 90 dias'', esclarece Afonso Sikora, chefe da divisão de fiscalização de insumos e serviços agrícolas do Defis.A repórter viajou à convite da FMC

mockup