O presidente da Ford do Brasil, Ivan Fonseca e Silva, disse ontem que não existe ‘‘meio-termo’’ na negociação dos incentivos com o Rio Grande do Sul para a instalação de uma fábrica no Estado. Logo após uma audiência no gabinete do presidente da Assembléia Legislativa, Paulo Odone, para ‘‘agradecer’’ aos ‘‘parceiros’’ que ajudaram a empresa durante os últimos dois anos, ele afirmou ao líder do governo gaúcho, deputado Ronaldo Zulke, que ‘‘não precisamos de negociação, só honrar os compromissos acertados’’.
A oferta do Rio Grande do Sul nas negociações chegou a R$ 196,5 milhões em empréstimo e obras de infra-estrutura. Originalmente, o Estado investiria R$ 461 milhões na montadora sob a forma de empréstimo favorecido - sem correção monetária, juros anuais de 6%, com 15 anos para pagar, sendo cinco de carência - e obras de infra-estrutura. Mais R$ 550 milhões viriam do BNDES.
Fonseca e Silva rejeitou a ‘‘pecha’’ de ‘‘intransigência’’ da empresa. De acordo com ele, a primeira negociação, ainda com o governo anterior, foi modificada por força de legislação federal que impediu o aumento do endividamento do Estado. ‘‘O projeto começou com o compromisso do governo de suportar toda a extensão do nosso empreendimento’’, disse. Com a mudança, porém, ‘‘a grande parte’’ dos recursos para a sustentação do investimento viria do BNDES, por intermédio de um financiamento de US$ 550 milhões. ‘‘A menor parte é a do governo do Estado’’, comentou.
Fonseca e Silva assegurou também que o projeto da nova fábrica, denominado ‘‘Amazon’’, será mantido no Brasil dentro dos cronogramas originais. Ele não adiantou para qual Estado o projeto poderia ser transferido.

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