O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias do Vestuário de Londrina entra hoje com ações trabalhistas para garantir a rescisão contratual dos 80 funcionários da Viresa Indústria e Comércio de Roupas, que parou a produção na última segunda-feira, quando foi decretada a falência da empresa. A informação foi dada ontem pela presidente da entidade, Leila Zacarias. A Folha não conseguiu fazer contato com representantes da empresa, ontem, para saber os motivos que levaram à falência da empresa.
Segundo Leila, o fechamento da indústria está ligado ao desaquecimento do setor do vestuário nos últimos quatro anos. Em Londrina existem hoje 150 empresas do setor que empregam 3 mil funcionários. Um número bem inferior de há alguns anos quando existiam 350 empresas, que chegaram a empregar 8 mil trabalhadores. ‘‘O grande problema não é a produção, mas a falta de mercado consumidor, consequência do próprio desemprego’’, afirmou ontem a sindicalista.
Segundo informou, os 80 funcionários da Viresa, que deverão ser demitidos esta semana, terão dificuldades de recolocação no mercado formal de trabalho. Ela disse que a grande maioria dos associados ao sindicato atua no mercado informal.
A dificuldade de recolocação dos trabalhadores do setor no mercado formal foi comunicada ao prefeito Antonio Belinati e ao secretário de emprego e relações do trabalho do Paraná, Alex Canziani, na última segunda-feira, durante solenidade realizada em Londrina. ‘‘Pedimos para que eles concentrem esforços para atrair indústrias do vestuário para a cidade’’, afirmou. Segundo a presidente, Londrina possui tradição, espaço e mão-de-obra especializada que podem facilitar a instalação de novas empresas.

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