Empresa de Londrina vai fabricar notebooks
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sábado, 31 de janeiro de 2009
Eli Araujo<br> Reportagem Local 
A Compusystem Informática, empresa londrinense que atua na área de tecnologia, vai montar notebooks que serão comercializados em todo o País. A informação é do empresário Plácido Roberto Carmagnani, que comemora a novidade. ''Entramos em um mercado de grandes empresas e isso é uma conquista para cidade. No Brasil são pouquíssimas empresas que tem essa autorização e no Paraná, nós contamos nos dedos'', afirma.
A empresa vai receber incentivos fiscais do governo federal para colocar o produto no mercado com preços competitivos. Os contatos foram iniciados há dois anos e depois de um processo para atender à uma série de exigências técnicas e legais, a Compusystem foi autorizada a montar os notebooks.
Para atender a nova demanda, a empresa vai montar uma indústria que, de início, deve gerar entre 60 a 80 empregos. O empresário espera iniciar a produção ainda no primeiro semestre deste ano. ''Vamos fazer uma varredura no mercado para contratar os profissionais. Parte dos recursos que a empresa obtiver com os incentivos fiscais será aplicada em um plano de desenvolvimento, de treinamento e de capacitação de pessoal'', explica o empresário.
Inicialmente, a Compusystem terá capacidade para produzir cerca de mil unidades por mês, mas a intenção triplicar a capacidade em pouco tempo. Parte dos componentes eletrônicos para montagem dos notebooks será fornecida por empresas nacionais, o que é uma exigência do governo em troca dos incentivos fiscais, e outra parte será importada da China e dos Estados Unidos.
O empresário calcula que, com os incentivos oferecidos pelo governo, o preço dos notebooks tenha uma redução de cerca de 15%, permitindo a competitividade da empresa com outras grandes do setor. Isto abre também a possibilidade de alguns modelos do produto serem incluídos no programa ''Computador para todos'', do governo federal.
De acordo com o empresário, o preço dos notebooks deve variar entre R$ 799,00 a R$ 999,00, dependendo do modelo e dos recursos oferecidos pelo equipamento. O gerente de marketing, Sandro Melendre, acredita que não haverá dificuldade em colocar o novo produto no mercado nacional porque a empresa já revende o computador de mesa, o desktop, em mais de 300 pontos de venda em cinco estados brasileiros.
Plácido Carmagnani destaca que a empresa é a primeira de Londrina a entrar neste seleto mercado nacional, e conseguiu cumprir todas as exigências dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, Indústria e Comércio, e da Fazenda. ''Vamos empregar pessoas da cidade e será um produto de qualidade e procedência conhecida'', justifica.


