Empresa de Cambé desembaraça contêineres vindo da China
Empresa de Cambé que produz e comercializa torneiras, duchas e outros acessórios para banheiros, a Higiban é uma das que mais utilizam o Teca de Londrina. "Importamos tanto componentes como produtos prontos", conta a analista de importação Luciane Hossaka. Ela diz que a primeira operação da Higiban no terminal foi feita em novembro do ano passado. E, desde então, 21 - de um total de 44 contêineres importados da China - foram desembaraçados em Londrina.
"Aqui, é sempre mais rápido. Com canal verde, em Paranaguá, o tempo de espera é de até 7 dias. Em Londrina, liberam no mesmo dia", conta. Segundo ela, quando não tem pressa, a empresa continua optando pelo desembaraço no porto. "É que lá a gente não paga nada pela armazenagem até 10 dias", explica. No Teca, mesmo que fique algumas horas, o dono da carga tem de pagar o valor mínimo para cinco dias.
Responsável pelo Departamento do Comércio Exterior da Vancouros, de Rolândia, Clébio Marques gostaria de poder exportar pelo Teca. A empresa vende 150 mil couros semiacabados por mês para outros países. E uma parte desse volume, cerca de 6 mil, vai de avião. "Temos clientes da indústria automobilística e de mobília na Europa, que precisam de agilidade e não podemos atender via marítima", explica. Nesses casos, a Vancouros envia a mercadoria de caminhão para Guarulhos, Campinas ou Curitiba, de onde ela é desembaraçada para seguir aos compradores estrangeiros.
Marques acredita que, por ser paletizada, a carga não pode seguir em aeronave de passageiro em Londrina. Mas, ele ressalta que as transportadoras aéreas também operam trechos rodoviários. E que, seria bem mais interessante para a empresa, se o couro já saísse desembaraçado de Londrina. "É claro que nós iríamos utilizar o Teca se houvesse essa possibilidade, com taxa competitiva", afirma. (N.B.)





