São Paulo - A cada dez dias, o estudante Rodrigo dos Santos, de 22 anos, liga para a amiga Ana Clara, que mora na França. Só que, para não estourar o orçamento com os gastos das ligações internacionais, o jovem usa o que há de mais moderno e, em alguns casos, econômico: o sistema de voz sobre protocolo de internet (IP), também conhecido como VoIP ou telefonia via internet. Ele usa, inclusive, a cabine da Baratofone, empresa que arriscou investir na telefonia via internet. Com isso, reduziu bem o custo do minuto. Santos, um assíduo frequentador das cabines, economizou, se comparado ao sistema convencional de telefonia, até R$ 1,32 em cada minuto com Ana Clara, para quem ligou na sexta-feira, como de costume.
Se o rapaz estivesse em casa ou no serviço e quisesse ligar para a amiga na França usando o serviço da Telefônica, pagaria R$ 2,41 por minuto. Pela Embratel, R$ 2,06. Na Baratofone, ele paga R$ 1,09. Os valores valem para uma ligação durante a semana, à tarde. ''É muito mais barato. Ligo para amigos e para a família daqui, além de ter o conforto da cabine'', diz Santos, logo após usar o serviço para falar com amigos.
O conforto ao qual o estudante de análise de sistemas se refere são cabines de vidro, cada uma com aparelho de telefone, cadeira e tarifador. O consumidor acompanha quanto gasta e quanto tempo está ao telefone. O formato foi importado da Argentina em 2002, quando a empresa foi fundada por cinco sócios, sendo dois argentinos. Na época, ainda não se tinha idéia do uso do sistema VoIP.
Com o tempo, algumas alterações foram feitas. Alguns sócios se foram e outros chegaram. O preço teve de passar por aprimoramento para manter a concorrência. ''Um minuto para a Nigéria custava R$ 9 há um ano e meio'', conta o presidente da Baratofone, Alberto Rosati. Hoje, custa R$ 2,49. Pela Telefônica, sai por R$ 6,05. Há um ano e meio, a telefonia passou a ser pelo sistema VoIP.
Segundo Rosati, a empresa então começou a crescer. O que no início era uma loja com dez espaços para ligações em bairro nobre de São Paulo virou uma rede de franquias, instaladas em lugares mais populares, com grande movimento, como Praça da República e Brás, centros comerciais em São Paulo.
Ao todo, são 10 Lojas, duas no interior de São Paulo e as outras na capital paulista. Apenas este ano foram inauguradas quatro delas. A expectativa é ter 20 até o fim de 2006. A empresa já negocia a expansão da rede para o Rio de Janeiro e Porto Alegre. ''Também enxergamos as cidades vizinhas (de São Paulo) com grande potencial'', diz o presidente da empresa.

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