A NorTV Telecomunicações Ltda concessora da Anatel para receber, processar e transmitir informações digitais via microondas para a região de Londrina ainda não entrou em operação porque parte do equipamento necessário está retida na Estação Aduaneira de Maringá (EAD). Segundo o diretor técnico e comercial da empresa Auber Silva Pereira, o conflito gira em torno do custo de armazenagem da mercadoria. A Aduaneira cobrou R$ 1,5 milhão pelo serviço prestado durante um ano e a NorTV acredita que a dívida é de R$ 50 mil. ''Fizemos a conta com base nas tabelas fornecidas pela própria EAD'', explicou Pereira.
A mercadoria em questão foi adquirida nos Estados Unidos por US$ 2,3 milhões e chegou a Maringá no final de 2002. De acordo com o diretor da NorTV, todos os impostos foram pagos, inclusive os R$ 50 mil oferecidos pelo depósito. Para reaver os equipamentos (transmissores de microondas, receptores de canais, links de fibra ótica, entre outros) a NorTV impetrou uma ação de tutela antecipada e obteve uma resposta positiva na Justiça de Londrina há pouco mais de 10 dias. No entanto, segundo ele, os responsáveis pela Aduaneira recusaram-se a receber e cumprir o mandado judicial, apesar da multa diária de R$ 30 mil. Conforme Pereira, a EAD tem 15 dias para se defender e só depois deste prazo é que a NorTV poderá requisitar força policial para resgatar seu patrimônio. ''Nossa preocupação é que ela recorra a instância superior e adie ainda mais uma solução para o caso'', afirmou.
O investimento da NorTV é de US$ 7 milhões, incluindo R$ 1.183.320,00 pagos pela concessão conquistada em 2000. Com isso, a empresa pode explorar, por exemplo, os serviços de tv por assinatura, comunicação de dados, internet, teleducação e web na tv nos municípios de Londrina, Rolândia, Ibiporã, Jataizinho e Cambé. ''Isso significará tecnologia e mais empregos para o desenvolvimento da região'', alegou Pereira.
A reportagem da Folha tentou contato com os responsáveis pela Aduaneira, mas nenhum deles retornou o telefonema.

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