Horizontina - A crise argentina e as eleições no Brasil não mudam os planos de investimento do grupo John Deere no País. A maior fabricante mundial de equipamentos agrícolas inaugurou ontem em Horizontina (RS) a linha de montagem da colheitadeira 9750 STS, modelo da Geração STS considerado o maior produzido no mundo.
O novo produto faz parte de investimentos de R$ 50 milhões anuais e tem 60% de componentes nacionais, o que possibilita acesso aos financiamentos via Finame, dentro do programa Moderfrota. A máquina custa R$ 415 mil, excluindo frete. A que saiu da linha de produção ontem foi adquirida pelo empresário Eloy Machett, de Rondonópolis (MT). O paranaense Lúcio Miranda, de Ponta Grossa, adquiriu o modelo 9650, da mesma linha e características, porém com capacidade pouco menor.
O lançamento contou com a presença do presidente Mundial da Deere & Company, Robert W. Lane, do presidente da Divisão Agrícola, David E. Everitt, e do diretor-presidente da John Deere Brasil, Jim Jartinez. Em entrevista à imprensa, Robert W. Lane confirmou a implantação de um Centro Distribuidor de Peças, ainda este ano, em local que está sendo estudado. Também garantiu que a fábrica de Rosário, na Argentina, manterá seu ritmo normal de produção de motores que equipam as máquinas montadas no Brasil. A crise argentina provocou a suspensão do plano de exportação de 150 unidades do novo modelo. Mas, segundo Jim Martinez, presidente da Deere Brasil, a empresa não vê isto com maiores preocupações. Ele acha que a agricultura argentina deve retomar sua capacidade de investimento em dois anos e que um país que produz 70 milhões de toneladas/ano de grãos não pode prescindir da renovação da frota e atualização tecnológica dos seus equipamentos.
Sobre o ano eleitoral no Brasil, o presidente mundial da John Deere, Robert W. Lane, disse que a empresa mantém o ritmo normal de investimentos por acreditar no potencial da agricultura. A John Deere detém 40% a 42% do mercado brasileiro de colheitadeiras e 13,5% do mercado de tratores, que este ano deve chegar a 15%. E participa com 65% das exportações brasileiras de colheitadeiras para América Latina e Europa. (O jornalista viajou a convite do grupo John Deere)

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