Empresa aposta no potencial do agronegócio brasileiro
A SLC-John Deere, com 55 anos no mercado, foi a pioneira na mecanização agrícola no Brasil. Com 100 mil metros quadrados de área construída, a empresa com sede em Horizontina (RS) possui o maior e mais moderno parque industrial da América Latina no segmento de máquinas e implementos agrícolas, com a linha mais completa de produtos na área. Líder no mercado interno e exportações, a empresa aposta em um crescimento no setor ainda para este ano. Temos uma expectativa de crescimento em torno dos 10%, afirmou o diretor comercial da empresa Martin Mundstock.
Segundo Mundstock, o Brasil é a bola da vez na produção de cereais, o mercado mais promissor para o segmento. Europa e Estados Unidos estão com a capacidade de produção esgotada. Depois do Brasil, os mercados que mais devem se desenvolver são China e Leste Europeu, disse. Entre os Estados brasileiros, Mundstock aponta o Paraná como o que reúne melhores condições de investimentos na agricultura, apesar das quebras na produção causadas pela geada.
Para ele, as perspectivas de comercialização de colheitadeiras e tratores estão cada vez melhores. Com um faturamento líquido de R$ 350 milhões em 99, a empresa projetou para este ano uma previsão de faturamento em torno dos R$ 420 milhões. De acordo com Mundstock, somente nos primeiros quatro meses de 2000, já consolidou 40% da previsão. De janeiro a julho, o mercado cresceu 4,5%. A SLC-John Deere, no mesmo período, teve um crescimento de 5,3%, disse. Em 2001, a meta é atingir R$ 570 milhões, sendo que 40% do faturamento virá das exportações.
Segundo dados da Anfavia, o mercado interno de tratores, de janeiro a julho deste ano, consumiu 12.589 unidades. Segundo Mundstock, a SLC forneceu 1.554 do total de unidades. Até o final do ano, a empresa pretende ter 13% de participação no mercado estimado em 21 mil tratores, disse. No mercado externo, no mesmo período, de acordo com Anfavia, foram vendidos 1.966 tratores, enquanto a empresa abocanhou 8% deste mercado. Em 96, quando lançamos nossa linha de tratores, a previsão era que atingíssemos a marca de 10 mil unidades produzidas até 2002. A marca foi atingida em abril passado, afirmou Mundstock.
Já para as colheitadeiras, a SLC-John Deere quer ter participação de 43% do mercado interno, estimado para este ano em 3.200 unidades. Para o mercado externo, As plantadeiras e implementos agrícolas representam 10% do faturamento anual da empresa, que espera atingir 13% no mercado em dois anos.
Para Mundstock, a idade média das máquinas agrícolas no Brasil é muito elevada. Dos 550 mil tratores existentes no Brasil, segundo dados da Anfavia, a maiora tem mais de 10 anos de uso. Só a reposição de 10% da frota já é um grande potencial de mercado, explicou. (T.E)





