Empresa aérea não terá socorro, diz Viegas
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Brasília - O ministro da Defesa, José Viegas, assegurou ontem que o governo não dará ajuda financeira a nenhuma companhia aérea isoladamente. ''O governo confia em uma solução empresarial para o problema da Varig. Pensa em facilitar entendimentos nesta área e criar no futuro imediato um marco regulatório que dê uma melhor condição para o setor da aviação civil operar positivamente e com sustentabilidade'', afirmou o ministro.
Ao falar da intenção do governo de buscar uma saída conjunta para o setor e citar a criação de um marco regulatório para tratar de questões de transporte aéreo, o ministro se referia à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A criação do órgão regulador é objeto de estudo no Congresso e depende de aprovação dos parlamentares. A expectativa do ministro é de que a Anac possa entrar em funcionamento ainda este ano.
Causou preocupação ao governo o fato de a Varig ter tido um de seus aviões, um Boeing 777, retido no aeroporto de Roissy - Charles De Gaulle, em Paris, na semana passada, por falta de pagamento de leasing. O entendimento, porém, é de que não há como o Ministério da Defesa ou qualquer outro órgão governamental interferir diretamente nesta questão, considerada meramente comercial.
O governo tem defendido uma melhor administração das companhias aéreas, com enxugamento de seus quadros e despesas. Este é considerado um setor fundamental para o País e o governo Lula já avisou que vai tentar encontrar uma solução para que não haja o fechamento de novas empresas aéreas, como ocorreu com a Transbrasil.


