Curitiba - O mercado de trabalho informal no Paraná teve queda de 6%, entre os anos de 1992 e 2005 e caiu de 47,5% para 40,8%, o que corresponde a cerca de 2 milhões de pessoas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) e foram divulgados ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Outra pesquisa realizada pelo IBGE, intitulada ''Economia Informal Urbana 2003'', mostrou que, em 2003, o Brasil tinha 12 milhões de informais. Este último levantamento, permitiu que o Ipardes detalhasse o perfil deste segmento no Paraná.
O pesquisador do Ipardes, Eron José Maranho, explicou que a redução do porcentual de trabalhadores informais ocorreu em função do crescimento da economia e do aumento do volume de empregos formais, ou seja, com carteira assinada. Em 1992, o total de ocupados no Estado era de 4,143 milhões. Em 2005, saltou para 5,247 milhões. Neste mesmo período, os trabalhadores formais cresceram de 2,034 milhões para 2,877 milhões. Outro fator que, segundo ele, contribuiu para a formalização do mercado de trabalho foi o aumento da fiscalização e as multas pesadas aplicadas pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT). ''O movimento sindical também fez aumentar a formalização'', disse.
Em 2003, os trabalhadores por conta própria representavam 83% do mercado informal. De acordo com ele, 75% dos informais do Paraná estão ocupados nas áreas de transportes, armazenagem e comunicações. Maranho disse que os principais motivos que levam as pessoas para o mercado informal são a falta de emprego com carteira assinada e a economia que não cresce o suficiente para gerar vagas para todos.
Entre as desvantagens de atuar no setor informal, ele destaca o fato de o trabalhador não ter direito a férias, 13º salário e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). As vantagens são não ter que cumprir horário fixo de trabalho, não ter patrão e, em muitos casos, conseguir uma renda maior do que se fosse assalariado.
Maranho destacou ainda que há atividades que somem e outras que aparecem com o crescimento da economia. Dependendo do crescimento que o País tem, há atividades do setor informal que acabam, são criadas e recriadas.
A cabeleireira Débora Duarte Bohrer, 28 anos, trabalha como informal há dez anos. ''É melhor trabalhar como informal. O que eu ganho é meu'', disse. Ela contou ainda que tem um rendimento maior como informal do que se tivesse carteira assinada.

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