Empregos formais devem crescer no 2º semestre
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quinta-feira, 21 de julho de 2005
Vera Barão<br> Reportagem Local 
A partir deste mês o mercado de trabalho em Londrina entrará em um processo do crescimento na avaliação do gerente do Sistema Nacional de Emprego (Sine/Londrina), Mauro Viecili. Ele se baseia nos últimos levantamentos do órgão que mostram crescimento de 38% na criação de novos empregos com carteira assinada entre os meses de maio e junho. Só para ter idéia, no mês passado foram criados 308 contra 223 do mês de maio.
De janeiro a junho foram criados 3.047 novos empregos em Londrina e a meta do Sine é contratar, no segundo semestre, 4,2 mil empregos - quase 1,2 mil a mais que no primeiro semestre. ''Queremos fechar o ano com 7,2 mil empregos formais'', prevê Viecili. Segundo ele, o setor que mais cresceu em junho foi o de serviços (call center e telemarketing).
Neste setor se admitiu 2.222 e demitiu 1.885, fechando com saldo positivo de 337 empregos. Em segundo lugar o setor que mais empregou foi o agropecuário com 46 novos postos de trabalho, em razão da safra de café, seguido do comércio com 21 postos. O único setor que fechou com recuo foi o da construção civil - se perdeu 89 postos em relação a maio.
Para este segundo semestre, Viecili está com boas expectativas. ''O segundo semestre sempre se contratou mais que no primeiro. Todos os setores, que apresentaram crescimento em junho, devem continuar empregando e até mesmo a construção civil que fechou em baixa'', calcula o gerente do Sine. Ele acredita que serão criados novos postos na construção civil, no setor de serviços e, principalmente, no comércio, que ganha nos próximos dias a loja de departamentos Leve, que vai empregar 150 funcionários na área central.
''O fim de ano vai aquecer as empresas que vão contratar mais call center. O comércio que, normalmente emprega mais, e a construção civil que contrata mais mão de obra nesse período'', diz Vieceli, lembrando que é um período em que as construtoras estão encerrando várias obras em andamento. ''Muita reforma e condomínios serão entregues até o Natal, portanto o recuo registrado no mês de junho neste setor não deverá se repetir nos próximos meses'', argumenta Viecili.
Outros dois setores, considerados sazonais, também deverão aumentar suas atividades e contratar pessoal. Um deles refere-se a área de educação, que contrata mais professores por causa dos vestibulares e, outro, é a indústria de confecção. Com a entrada da coleção primavera-verão, o gerente do Sine também prevê crescimento deste setor.''São dois setores que crescem bastante neste segundo semestre''.
No entanto, o mês de dezembro é o mais preocupante na opinião de Viecili. Embora seja uma alternativa para quem esteja desempregado, os empregos temporários, registrados em dezembro no comércio, não são computados como formais. Outro ponto negativo, diz ele, diz respeito as indústrias de confecções que demitem batante nesta época e dão férias coletivas.


