São Paulo - O Brasil gerou 198.837 empregos formais no mês passado, 13,5% a menos do que em abril, quando foram criadas 229.803 vagas com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
O setor que mais contratou no mês passado foi o de agricultura, com a geração de 55.077 vagas, seguido pelo de serviços -52.335 novos postos formais. Já a indústria de transformação ficou em terceiro lugar na geração de postos de trabalho -48.764 novas contratações-, com destaque para o segmento alimentício, que gerou 38.147 postos de trabalho.
O comércio foi responsável pela abertura de 21.080 empregos com carteira assinada e a construção civil, por 16.282 -maior saldo para o setor no mês de maio. Por regiões, o maior crescimento foi verificado no Sudeste, que abriu 155.557 vagas, e no Nordeste -gerou 28.589 empregos. Os Estados com melhor desempenho foram São Paulo, com a criação de 87.115 vagas, e Minas Gerais -48.116 postos de trabalho.
Com o resultado de maio, sobe para 768.343 o total de postos de trabalho com carteira assinada criados no ano, um pouco inferior ao registrado nos cinco primeiros meses de 2005 -770.767.
O ministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), estima que serão gerados neste ano entre 1,3 milhão e 1,4 milhão de empregos formais.''Teremos uma economia melhor do que a do ano passado, em razão de um crescimento mais robusto do PIB (Produto Interno Bruto). A geração de emprego não irá acompanhar esse crescimento na mesma proporção, mas haverá um ganho de produtividade. E crescimento de emprego associado a ganho de produtividade torna a economia brasileira mais consistente, de forma sustentável, o que a fortalece perante o mercado internacional'', disse.

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