Empregos em Londrina crescem abaixo da média estadual
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Nelson Bortolin <br> Reportagem local 
Com exceção da construção civil, os demais setores da economia londrinense vêm gerando bem menos empregos que a média do Paraná nos últimos 10 anos. De 2001 a 2010, o número de vagas com carteira assinada aumentou 61% no Estado (de 1,721 milhão para 2,783 milhão). Mas, em Londrina, cresceu apenas 51% (de 103,5 mil para 156,7 mil vagas). Quando a comparação é feita com Maringá, a situação fica pior ainda para Londrina. A Cidade Canção gerou 71% mais postos de trabalho no período, passando de 79,3 mil para 136,4 mil.
Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e reforçam o senso comum de que a cidade não consegue se industrializar. Se, em 10 anos, os empregos na indústria de transformação cresceram 76% no Estado e 72% em Maringá, em Londrina, o aumento neste segmento foi de apenas 50%.
Mesmo nos serviços, tidos como a locomotiva da economia londrinense, o crescimento no número de empregos foi menor que a média do Paraná. Os números da Rais mostram que o aumento de vagas neste setor foi de 43% nos últimos 10 anos. Já, no Estado, esse crescimento foi de 54% e, em Maringá, de nada menos que 74%.
No comércio, Londrina também perde. O Paraná registrou um aumento de 91% de postos de trabalho neste segmento durante o período. Já Maringá cravou 83% e Londrina 79%. Na agropecuária, segundo a Rais, Londrina deu passos atrás, tendo registrado uma reduão de 3,12% no número de vagas, enquanto o setor cresceu 6,9% em Maringá e 22% no Estado.
A indústria da construção civil é o único alento para a cidade. O número de empregos neste setor cresceu 124%, enquanto a média estadual foi de 114% e a de Maringá, de 35%.
Repercussão
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, diz que os números da Rais não o surpreendem. ''Londrina não está fazendo o dever de casa'', afirma. Segundo Benvenho, a cidade não tem uma política séria de atração e manutenção de empresas que vá além da doação de terrenos.
''Não temos um parque industrial adequado. Não temos uma política clara. É óbvio que os números são esses mesmos'', ressalta. Ele salienta que a Prefeitura, na gestão anterior, chegou a doar áreas para a instalação de empresas que sequer possuem licenciamento ambiental, como mostrou a FOLHA na edição de ontem. ''Ou a gente passa a ter uma política industrial clara e inteligente ou vamos continuar neste ritmo, perdendo ICMS'', destaca.
A FOLHA procurou a coordenadora da Agência do Trabalhador (Sine), Neiva Sefrin. Ela disse que, como não dispunha dos números em mãos, não poderia fazer uma análise mais aprofundada. Mas ressaltou que 2010 foi o melhor ano em termos de geração de postos de trabalho na cidade. E que o segundo melhor foi 2008.


