Empregos crescem 1,89% no Paraná
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Nos primeiros seis meses do ano, o Paraná gerou 40.511 empregos, o que significa um crescimento de 1,89%. Este foi o pior resultado desde 2000, segundo a pesquisa do nível de emprego divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse volume de empregos foi 62,89% menor do que no primeiro semestre do ano passado quando foram criadas 109.162 vagas. O setor de serviços foi responsável por metade das vagas geradas de janeiro a junho. Em junho, foram abertos 5.964 empregos no Estado, o que representou um crescimento de 0,27%.
A previsão do economista do Dieese, Sandro Silva, é que a recuperação comece a ocorrer a partir do segundo semestre deste ano. No entanto, ele estima que 2009 deve fechar com um desempenho bem abaixo de 2008 quando foram criadas 110.903 vagas. A melhora na geração de vagas começou a partir de maio. Ele destacou que o setor que está ''segurando'' o índice de empregos ainda é a indústria. ''A indústria foi a primeira a demitir e está demorando para contratar'', destacou. Ele acredita que a indústria brasileira não terá aumento de produção em 2009.
''No Paraná, houve queda na produção industrial, mas não no mesmo ritmo da produção nacional'', afirmou. Ele explicou que a indústria do Estado é diferenciada por conta da agroindústria e da diversificação dos segmentos no setor. Silva acredita que a indústria está primeiro desovando os estoques para depois aumentar a produção. A expectativa positiva é que a partir de agosto, o setor começa a contratar para a produção de final de ano.
Silva acredita que setores como o de madeira e mobiliário dificilmente vão recuperar os empregos neste ano porque é um dos segmentos que depende das exportações e da competição no mercado internacional.''Muito da crise se deu pela antecipação das demissões em vários segmentos'', destacou.
No semestre, os setores que mais empregaram foram indústria de alimentos e bebidas (12.099 vagas), hotéis e restaurantes (6.583), outros serviços (5.613), construção civil (5.019), ensino (4.503), agricultura (3.717), comércio varejista (2.276), médicos e odontologia (2.093) e comércio atacadista (2.057).
O maior volume de demissões ocorreu nas áreas de madeira e mobiliário (-2.427 vagas), material de transporte (-1.652), metalúrgica (-990), material elétrico e comunicações (-866), mecânica (-658) e papel e papelão (-460). Só em junho, o setor de material de transporte, que representa as montadoras de veículos, realizou 839 demissões, grande parte delas foram realizadas na Bosch, empresa de Curitiba.
Na Região Metropolitana de Curitiba houve um crescimento de 0,97% no nível de emprego com a criação de 8.318 vagas de janeiro a junho. Em junho, foram gerados 636 postos de trabalho, com pequeno crescimento de 0,07%. Os setores que mais empregaram no primeiro semestre foram construção civil (3.650 vagas), alojamento e alimentação (3.423), comércio e administração de imóveis (3.283), ensino (1.565) e transporte e comunicação (972).


