Empregos aumentam no País, mas encolhem em Londrina
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terça-feira, 16 de maio de 2017
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
O Ministério do Trabalho comemorou nesta terça-feira (16) o melhor resultado para o mês de abril do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) desde 2014. O saldo de emprego no País - resultante da subtração do número de demissões do número de contratações - foi positivo em 59.856. Foram contratados 1,141 milhão de trabalhadores e demitidos 1,081 milhão no mês passado. O Paraná também apresentou saldo positivo em abril (6.742). O número de contratações foi de 85.932, e o de demissões, de 79.190. Somente Londrina foi na contramão, fechando 84 postos de trabalho. Na cidade, que ainda sente a falta de uma industrialização acentuada, foram contratadas 5.072 pessoas e demitidas 5.156.
No acumulado do ano (janeiro a abril), o País tem um saldo negativo de 9.020 empregos. Londrina perdeu 245 vagas. Mas o Paraná apresentou crescimento do mercado de trabalho. Foram 22.803 contratações a mais que demissões no Estado no quadrimestre.
Os serviços e a indústria da transformação foram os setores que mais geraram vagas no País no acumulado do ano: 48.718 no primeiro caso e 31.640, no segundo. O mesmo ocorreu no Paraná, com 10.845 e 10.540 vagas, respectivamente.
O crescimento de empregos na indústria tanto no Brasil como no Paraná se deu na maioria dos subsetores. Destaque para a produção de calçados e têxtil, com 19.140 e 16.512 novas vagas, respectivamente, no País. No Estado, a indústria de alimentos e bebidas foi a que mais cresceu (4.260). Vestuário veio em segundo lugar (2.192).

INFORMALIDADE
Economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher diz que os setores de alimentos e de vestuários são os grandes empregadores da indústria no Estado. Para ele, mais que o Caged, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), divulgada na última segunda-feira (15) pelo Banco Central, é motivo de comemoração. Segundo a autoridade monetária, o Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre.
De acordo com a economista e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Katty Maia, o fato de Londrina ter os serviços como base da economia justifica o resultado ruim no Caged. "Há muita informalidade neste setor. Falta indústria na cidade." Ela acredita que os números do emprego mostram que o País saiu do "fundo do poço".
O secretário municipal do Trabalho, Elzo Carreri, diz que, no comércio e nos serviços, os efeitos da melhora econômica demoram mais a aparecer. "Eles aparecem primeiro na indústria."


