O Ministério do Trabalho comemorou nesta terça-feira (16) o melhor resultado para o mês de abril do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) desde 2014. O saldo de emprego no País - resultante da subtração do número de demissões do número de contratações - foi positivo em 59.856. Foram contratados 1,141 milhão de trabalhadores e demitidos 1,081 milhão no mês passado. O Paraná também apresentou saldo positivo em abril (6.742). O número de contratações foi de 85.932, e o de demissões, de 79.190. Somente Londrina foi na contramão, fechando 84 postos de trabalho. Na cidade, que ainda sente a falta de uma industrialização acentuada, foram contratadas 5.072 pessoas e demitidas 5.156.

No acumulado do ano (janeiro a abril), o País tem um saldo negativo de 9.020 empregos. Londrina perdeu 245 vagas. Mas o Paraná apresentou crescimento do mercado de trabalho. Foram 22.803 contratações a mais que demissões no Estado no quadrimestre.

Os serviços e a indústria da transformação foram os setores que mais geraram vagas no País no acumulado do ano: 48.718 no primeiro caso e 31.640, no segundo. O mesmo ocorreu no Paraná, com 10.845 e 10.540 vagas, respectivamente.

O crescimento de empregos na indústria tanto no Brasil como no Paraná se deu na maioria dos subsetores. Destaque para a produção de calçados e têxtil, com 19.140 e 16.512 novas vagas, respectivamente, no País. No Estado, a indústria de alimentos e bebidas foi a que mais cresceu (4.260). Vestuário veio em segundo lugar (2.192).

Imagem ilustrativa da imagem Empregos aumentam no País, mas encolhem em Londrina



INFORMALIDADE
Economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher diz que os setores de alimentos e de vestuários são os grandes empregadores da indústria no Estado. Para ele, mais que o Caged, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), divulgada na última segunda-feira (15) pelo Banco Central, é motivo de comemoração. Segundo a autoridade monetária, o Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre.

De acordo com a economista e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Katty Maia, o fato de Londrina ter os serviços como base da economia justifica o resultado ruim no Caged. "Há muita informalidade neste setor. Falta indústria na cidade." Ela acredita que os números do emprego mostram que o País saiu do "fundo do poço".

O secretário municipal do Trabalho, Elzo Carreri, diz que, no comércio e nos serviços, os efeitos da melhora econômica demoram mais a aparecer. "Eles aparecem primeiro na indústria."

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