Emprego teve aumento de 1,23% no Estado
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná fechou os dois primeiros meses deste ano com a geração de 22.821 empregos o que representa um aumento de 1,23%. Este foi o melhor resultado para o primeiro bimestre de um ano desde que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) iniciou a pesquisa no ano de 1992. O bom desempenho está ligado a diversos fatores como a inflação baixa, a queda dos juros, o aumento do volume de crédito, o reajuste real obtido por várias categorias de trabalhadores, o aumento real do salário mínimo e a recuperação da agricultura e dos preços dos produtos agrícolas.
No primeiro bimestre, os setores que mais geraram empregos foram a indústria de alimentos e bebidas (4.179 vagas), hotéis e restaurantes (2.713), outros serviços (2.076), indústria têxtil e de vestuário (1.956), construção civil (1.732), comércio atacadista (1.630), ensino (1.332), indústria metalúrgica (1.031) e indústria de madeira e mobiliário (995). Nos dois primeiros meses do ano, as indústrias responderam por 52,6% dos empregos criados e o setor de serviços por 30,4%. Neste período, a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) teve um aumento de 0,86% no nível de emprego o que correspondeu a 6.448 novas vagas.
Ele acredita que 2007 será um ano melhor para geração de empregos do que 2006 quando foram criados 86 mil postos. Mas, ''dificilmente 2007 deve superar 2004 quando o Estado teve a geração de 122 mil vagas''.
Em fevereiro, o Paraná gerou 13.957 novas vagas o que significou uma alta de 0,75%. A maior parte dos empregos (68,54%) foi criada no interior do Estado em função do desempenho da agricultura e da agroindústria. Os setores que mais geraram emprego em fevereiro foram a indústria de alimentos e bebidas (2.352 vagas), ensino (1.648), outros serviços (1.389), hotéis e restaurantes (1.286) e o comércio varejista (1.124). Em fevereiro, a RMC teve um crescimento de 0,58% no nível de emprego e gerou 4.391 postos. As indústrias e o setor de serviços responderam por 79,7% dos empregos criados em fevereiro.
Com o resultado de fevereiro, o Dieese estima que o Estado tenha 1,882 milhão de trabalhadores com carteira assinada. Na RMC, a taxa de desemprego é de cerca de 13,7% o que corresponde a 201 mil desempregados.


