Emprego tem em julho a maior queda do ano
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segunda-feira, 08 de setembro de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
O mercado de trabalho na indústria caiu 0,61% em julho, a maior queda do ano, enquanto o total de salários pagos diminuiu 0,51%, conforme dados divulgados ontem no boletim Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O emprego industrial em julho, calculado com ajuste sazonal (quando são desconsiderados fatores e variações específicos de uma certa época do ano) teve uma queda de 0,28%.
A redução do nível de emprego surpreendeu os técnicos do Departamento Econômico da CNI, responsáveis pela elaboração do documento divulgado ontem, e frustra, segundo eles, expectativas de uma reversão no mercado de trabalho industrial. A redução no emprego atinge 3,71% na comparação com julho do ano passado, taxa pouco mais elevada que a observada em junho. Com este resultado, a queda acumulada no ano alcança 3,55% comparativamente a igual período de 1996.
A retração na massa salarial real foi a segunda consecutiva, acumulando queda de 0,85%. Mas os economistas da CNI observam que o total de salários reais havia aumentado por três meses consecutivos, alcançando, em maio, o nível mais elevado desde 1995. Os salários líquidos reais caíram 0,51%, uma queda explicada pelos economistas da CNI quase que integralmente pela redução do emprego. Os salários médios mantiveram-se estáveis nos últimos meses nos níveis mais altos da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 1992.
A pesquisa mensal da CNI, no entanto, mostra que houve, em julho, crescimento nas vendas reais e nas horas trabalhadas na produção, respectivamente, de 2,24% e 2,36% na comparação com o mês anterior.


