Emprego também reage
A recuperação da indústria também se refletiu na redução dos índices negativos de emprego. Conforme a CNI, o índice já dessazonalizado chegou a 0,18% em junho em relação a maio, ou seja, o menor valor negativo desde setembro de 96. No semestre, a redução do emprego foi de 3,53% e, mesmo sendo um índice alto, José Guilherme Reis lembra que de janeiro a junho de 96 esse desempenho negativo foi ainda maior: 5,6%. Os salários líquidos reais (já deflacionados) apresentaram um crescimento nesse mesmo período de 1,49%. Isso aconteceu, segundo ele, porque embora tenha ocorrido a redução do emprego, aqueles que estão trabalhando têm maior grau de especialização e tiveram reajustes salariais maiores.
A CNI destaca que os indicadores de junho sugerem que o crescimento da atividade industrial vem se deslocando do setor de bens de consumo para o de bens de capital. Se a recuperação desse setor se mantiver, poderá haver melhores condições para os produtos brasileiros na pauta de exportações.





