Emprego sobe no interior e cai na capital
Carmem Murara
De Curitiba
O nível de emprego formal na economia paranaense apresentou crescimento de 0,11% no interior do Estado e uma pequena redução de 0,02% na Região Metropolitana de Curitiba em agosto sobre o mês anterior. A variação representa o surgimento de 1.607 novas ofertas de trabalho para o interior e a diminuição de 130 empregos em Curitiba.
Os dados são do Ministério do Trabalho e fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. O último levantamento foi divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos.
Os dois setores que mais empregaram foram o Madeireiro e Imobiliário que contrataram 519 trabalhadores no interior e Têxtil e Vestuário com a criação de 518 novos postos. Outro segmento que empregou foi o de Varejo com a geração de 383 vagas.
A variação é medida com base no número de carteiras assinadas que deram entrada no Ministério. A pesquisa não capta o mercado informal, nem a terceirização de serviços, prática que tem aumentado, principalmente, nos grandes centros urbanos.
Entre os setores que apresentaram desempenho negativo estão o de Bancos com a perda de 555 postos, em agosto, e o Agropecuário com uma variação negativa de 491. A agricultura gerou emprego até o mês de junho, registrando os maiores números de contratação, mas com o final do período de safra, ela começa a desempregar, explicou ontem o economista do Dieese, Cid Cordeiro. Também demitiram os setores de Transporte e Comunicação com redução de 229 vagas e a Administração de Imóveis com 222.
Assim como em agosto, o comparativo feito nos oito primeiros meses do ano mostra que o interior continua a gerar mais empregos em relação à capital. De janeiro a agosto, o saldo entre os admitidos e demitidos foi positivo em 0,42% no interior, enquanto na Região Metropolitana de Curitiba foi negativo em 1,42%. Isto representou a geração de 5,5 mil empregos no interior e a perda de 7,8 mil vagas na capital.
Na média feita desde o início do ano, a Agropecuária continua a liderar o ranking do segmento econômico que mais emprega no Estado, com a criação de 7,1 mil empregos.





