Emprego reduz déficit do INSS
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quarta-feira, 23 de junho de 2004
Agência Estado 
Brasília - As contas da Previdência Social surpreenderam em maio e, ao contrário do esperado, o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu em termos reais 7,4% em relação a abril e 4,7% em relação a maio de 2003, ficando em R$ 1,81 bilhão. Mesmo assim, o déficit acumulado nos primeiros cinco meses do ano atingiu R$ 10,331 bilhões, o que representa um crescimento de 24,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as contas do INSS foram negativas em R$ 8,3 bilhões.
Segundo o secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, o desempenho do INSS em maio é consequência da evolução do mercado de trabalho, que vem dando resultados positivos desde o início do ano. Com mais trabalhadores registrados no mercado formal, a Previdência obteve um aumento de arrecadação significativo, que também teve reflexos na recuperação de créditos, uma vez que mais empresas conseguiram renegociar e pagar seus débitos com o INSS.
A arrecadação líquida alcançou R$ 7,275 bilhões, com aumento de 14,6% em termos reais em relação a maio de 2003. Mesmo com relação a abril houve um pequeno incremento, de 0,7% em termos reais. Já a despesa com pagamento de benefícios, que ficou em R$ 9,086 bilhões, pouco variou de abril para maio, embora em relação a maio do ano passado tenha havido um crescimento de 10,2%.
O aumento do salário mínimo de R$ 240 para R$ 260 e também o reajuste dos benefícios previdenciários acima do mínimo em 4,53% só vão influenciar as contas do INSS em junho.
Com os resultados positivos de cinco meses no mercado de trabalho, a Previdência Social refez as estimativas de déficit do INSS para o ano. A previsão anterior, de um resultado negativo de R$ 30,1 bilhões para 2004 foi substituído por uma previsão de déficit de R$ 29,7 bilhões.
Nessa previsão, segundo o secretário, já estão incluídos a elevação do mínimo e o reajuste dos demais benefícios, o que acarretará um aumento líquido da despesa até dezembro de R$ 3,831 bilhões. Na nova projeção de déficit, não foi incluída nenhuma despesa adicional por conta do acordo, ainda não fechado, com os segurados para pagamento da correção monetária não incorporada ao cálculo das aposentadorias e pensões.
Nos primeiros cinco meses do ano, a arrecadação líquida da Previdência Social aumentou 11,1% em termos reais, passando de R$ 31,387 bilhões em 2003 para R$ 34,864 bilhões.


