Emprego provisório é solução após crises
A presidente da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem), Jismália Oliveira, afirma que o candidato a uma vaga deve estar atento à oferta de empregos em agências não apenas no período de fim de ano, mas no início de 2015. Ela afirma que, assim que ocorrer a inversão da curva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no País, a contratação de temporários ganha força e pode significar uma efetivação facilitada.
Ela conta que todo setor que emprega sofre com o momento econômico do País, principalmente a indústria, que tem cortado postos de trabalho. "Quando ocorre uma melhora, o trabalho temporário é usado de forma mais expressiva, porque o número de pedidos ao setor produtivo aumenta. Foi assim após a crise de 2008", diz Jismália.
Por isso, a orientação é elaborar um currículo e distribuir em agências de emprego o mais rapidamente possível. Ela lembra que o temporário é legalizado por lei, tem direito a carteira assinada e todos os benefícios de um trabalhador fixo, com exceção da multa de 40% em caso de demissão.
Salários
O salário médio de admissão deve ser de aproximadamente R$ 994 em vestuário e calçados e de R$ 996 em supermercados. O maior deve ser de farmácias e perfumarias, com R$ 1.142, conforme a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Os maiores aumentos nas vendas para o Natal deste ano ante o de 2013 são esperados nos segmentos de farmácias e perfumarias (6,9%) e de artigos de uso pessoal e doméstico, que inclui eletrônicos, brinquedos e material esportivo (7,5%), segundo a CNC. Ramo responsável por 48,7% do total de empregos temporários criados (para este ano calculado em 67,6 mil vagas), vestuário e calçados deve ter alta mais modesta, de 0,7%, sobre as vendas de 2013. O segmento é o mais impactado pelas vendas de fim de ano, com até 90% de aumento no faturamento de dezembro ante novembro, informa a CNC. (F.G.)





