Emprego nos EUA tem a maior queda desde 1991
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sexta-feira, 04 de agosto de 2000
France Presse De Washington 
A economia dos EUA criou 138.000 empregos no setor privado em julho, cifra que reflete a demissão de 290.000 trabalhadores temporários contratados pelo governo para o censo 2000, informou ontem o Departamento de Trabalho. Incluindo o setor público, o índice líquido de vagas caiu em julho 108.000 postos, na maior queda desde abril de 1991.
A taxa de desemprego se manteve em julho em 4% em relação a junho. O índice de criação de novos postos de trabalho no setor privado foi muito menor do que o esperado por Wall Street, onde os analistas prognosticavam a criação de 263. 000 postos, excluindo os trabalhadores do censo.
Enquanto que a média de admissões por hora em julho aumentou 0,4%, depois de ter subido 0,3% em junho, todo o informe indica uma recuperação da economia dos EUA, confirmando tendência já indicada pelo Federal Reserve. O Fed vai anunciar em 22 de agosto o futuro das taxas de juros de curto prazo.
Em junho, as vagas no setor privado aumentaram 242.000, mais que a previsão de 206.000, enquanto que o número total de empregos aumentou em 30.000, e não os 11.000 previstos.
O setor de serviços registrou menos 161.000 vagas em julho, enquanto que no setor público, a queda foi de 246.000. Os empregos temporários do censo representaram 428.000 vagas a menos, depois do recorde batido este ano em maio, quando a queda foi de 618.000 vagas.
O setor de produção de bens registrou 53.000 novas vagas, o setor manufatureiro acrescentou 46.000 empregos e o setor da construção civil apresentou mais 6.000 postos de trabalho.
O crescimento do emprego nos últimos três meses ficou com uma média de 31.000 novas vagas, menor que a média de 369.000 novos empregos nos três meses anteriores, até abril.


