A oferta de emprego no comércio varejista de Londrina em 2003 foi 6,16% superior ao verificado em 2002. Os resultados foram divulgados ontem pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomercio-PR). Apesar do indicativo favorável, tanto as vendas como as compras e a folha de pagamento dos funcionários sofreram retração no acumulado do ano, com variações negativas de 2,4%, 1,36% e 2,05%, respectivamente.
Os resultados do mês de dezembro, contudo, foram considerados positivos pela equipe econômica da Fecomércio. O último mês do ano apresentou acréscimo de 9,33% nas vendas com relação a novembro e pequena retração (de 0,09%), considerada estável, com relação ao mesmo mês de 2002. As compras do mês também foram positivas em 8,04% com relação a novembro e 2,93% comparadas a dezembro de 2002.
Também houve queda na oferta de emprego (1,26%) em dezembro, comparado ao mês anterior. Com relação a dezembro de 2002, o resultado é positivo em 8,14%. E apesar de ter sofrido redução no acumulado do ano, a folha de pagamento dos funcionários no comércio cresceu 8,19% em dezembro com relação a novembro e 8,14% comparada a dezembro de 2002.
O coordenador do centro de pesquisas da Fecomércio, Luiz Vamberto Santana, destacou a ascensão nas vendas do varejo londrinense, em alta desde setembro de 2003. Segundo o coordenador, o resultado se torna ainda mais expressivo quando se leva em consideração que aproximadamente 60% dos benefícios de final de ano, como o 13º salário, foram usados para a quitação de dívidas e recuperação de crédito.
''O acréscimo de 9% nas vendas do comércio foi um resultado muito bom. Muitas regiões metropolitanas não tiveram desempenho semelhante'', lembrou Santana. ''Mas o resutaldo também pode ser atribuído à antecipação dos salários do funcionalismo público, das correções do FGTS promovidas pelo governo e pelos lotes de resituição do imposto de renda, que injetaram dinheiro na economia'', disse.
O diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Cassa, afirmou não ter ficado surpreso com o crescimento nas vendas na cidade em dezembro. ''Os índices positivos ficaram dentro de nossas expectativas.'' Cassa frisou o aumento na taxa de inadimplência no comércio e a alta tributação como fatores que podem a manutenção da curva ascendente no volume de vendas em 2004, verificada desde o início do segundo semestre de 2003. ''A inadimplência cresceu 24% no ano e os lojistas não conseguem repassar os tributos para o consumidor. Dessa forma, impede-se um crescimento mais veloz'', afirma.
E mesmo destacando o encontro das necessidades do País com a movimentação do comércio quanto a geração de empregos, Santana também apontou a alta tributação como entrave para o crescimento sustentável do nível vendas e empregos. ''O governo precisa ter consciência de que o sitema produtivo já alcnaçou a sua capacidade máxima de pagamento de impostos''.

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