Curitiba - O Paraná manteve, em setembro, a tendência de aceleração no crescimento do nível de empregos formais, registrando aumento de 0,71%, no mês, com saldo de 14.189 vagas, apesar de ficar abaixo da média nacional que foi de 0,86%. A variação acumulada, no ano, é de 7,07%: período em que 131,5 mil postos de trabalho foram abertos. Com o resultado de setembro, o número estimado de trabalhadores com carteira assinada, no Estado, é de aproximadamente 1,991 milhão.
O resultado mensal mostra que o desempenho da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com crescimento de 0,94%, foi superior ao do Interior do Estado, que cresceu 0,57%. Considerando os noves primeiros meses do ano, a situação se inverte, com crescimentos de 5,28% e 8,28%, respectivamente.
De acordo com a pesquisa divulgada, ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as contratações no comércio varejista impulsionaram a geração de empregos no Estado, com 2.609 vagas. A maior variação, em setembro, no entanto, foi na construção civil, que empregou 1.192 trabalhadores, com um aumento de 1,64% no número de vagas. Outros subsetores que se destacaram, no mês, foram os hotéis e restaurantes (0,65% e 1.796 vagas), indústria de alimentos e bebidas (0,94% e 1.676 vagas) e o comércio atacadista (1,31% e 840 vagas).
O índice de emprego em setembro colocou o Paraná na 18º posição no ranking nacional. Quando analisado o crescimento de janeiro a setembro, o Estado salta para a quinta colocação, ficando atrás de Mato Grosso (10,11%), Tocantins (9,93%), Goiás (8,42%) e São Paulo (7,07%). No acumulado dos últimos 12 meses, o Paraná sobe para a segunda posição, com variação de 6,60%, inferior apenas à registrada em Tocantins (8,07%). O saldo de empregos do Estado, nesse período, é de quase 124 mil vagas.
Entre as nove regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese, Curitiba ficou com a quarta posição no ranking, no resultado mensal, em terceiro, no acumulado de janeiro a setembro, e em segundo na variação acumulada em 12 meses (6,64%), perdendo apenas para São Paulo, que registrou crescimento um pouco superior (6,81%).

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