Curitiba - O Paraná deve bater o recorde histórico na geração de empregos neste ano, superando as 122 648 vagas que foram criadas em 2004 A previsão é que o Estado feche o ano com cerca de 140 mil vagas Outubro também foi o melhor mês da série histórica pesquisada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com um crescimento de 0,63% e a criação de 14 954 postos de trabalho no Estado
Os motivos que levam a acreditar em um desempenho positivo na geração de empregos são a retomada do crescimento econômico, o aumento do salário mínimo, as negociações coletivas dos trabalhadores com aumento real de salário, a ampliação do crédito e a redução gradual dos juros Além disso, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) feche 2010 com um crescimento de 7,5% a 8%
De janeiro a outubro, o Estado gerou 164 100 empregos, o que significa um crescimento de 7,45% O volume de postos de trabalho criados em 2010 é 84% maior que nos primeiros dez meses do ano passado, quando foram gerados 89 037 empregos Neste período, os setores que mais abriram vagas foram serviços (53 618 vagas), indústria (53 391), comércio (29 296) e construção civil (21 781) Só serviços e indústria foram responsáveis por 65% das vagas criadas no Estado neste ano Apesar de o Paraná já ter atingido 164 mil empregos em outubro, esse número deve reduzir um pouco com as demissões dos trabalhadores temporários que, tradicionalmente, ocorrem após o Natal
Apenas considerando o mês de outubro, os setores que mais geraram vagas foram o comércio (6 302 empregos), a indústria (4 521) e serviços (4 119) Apenas comércio e indústria abriram 42% do total de vagas de outubro Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, o comércio teve o maior número de vagas do mês por conta do início das contratações para o final do ano
Na Região Metropolitana de Curitiba, foram criados 6 410 empregos, o que representa um aumento de 0,67% De janeiro a outubro, foram 67 547 vagas com crescimento de 7,56%
Silva acredita que, em 2011, a economia tenha um crescimento de 4,5% a 5,5%, o que deve manter a geração de empregos, mas em um ritmo um pouco menor que neste ano

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