Trabalhos de 40 horas semanais com possibilidade de poupar até US$ 1 mil por mês, aprendendo uma nova língua e conhecendo novos lugares estão seduzindo milhares brasileiros, que vão atrás, no exterior, do emprego que não conseguem aqui. Várias agências de turismo no País oferecem serviços de auxílio às pessoas que procuram emprego fora do Brasil, cobrando taxas que variam entre R$ 50,00 e US$ 2 mil. Os serviços vão desde a intermediação entre as empresas contratantes e os interessados até a disponibilização de passagens e hospedagem próxima ao local de trabalho, exigindo, para isso, além do pagamentos das taxas, conhecimento razoável de inglês e idade entre 18 e 40 anos.
Geralmente, a formação profissional do candidato não faz diferença, já que as empresas estrangeiras procuram pessoas para serviços pouco especializados, como jardinagem, babá, garçom ou camareiro. A Work USA, agência paulistana de empregos no exterior, por exemplo, manda cerca de 500 pessoas por ano para trabalhar em mercados como o americano. Segundo Márcio Ferreira, proprietário da agência, os brasileiros podem passar de quatro a 11 meses nos Estados Unidos, ganhando, em média, US$ 7,00 por hora. ''O que as pessoas procuram é uma diferenciação para encarar o próprio mercado brasileiro de trabalho aprendendo inglês, mas acabam ganhando uns trocados'', explica Ferreira, que diz que, somando-se as horas extras e vivendo de forma econômica, pode-se poupar até US$ 1 mil mensais.
Em Londrina, a Central de Intercâmbio também disponibiliza o serviço para interessados, ao preço de US$ 1.200,00. ''Nós orientamos, realizamos os contatos com as empresas e providenciamos a legalização profissional da pessoa no exterior'', explica José Augusto de Andrade Santos, auxiliar administrativo da agência.
Os interessados em manter atividades profissionais dentro de sua formação também têm chance de aumentar sua credibilidade frente às empresas estrangeiras. Desde o ano passado, a City & Guilds, empresa inglesa que certifica profissionais das mais variadas áreas de atuação, trabalha no Brasil, oferecendo qualificações e certificações aceitas internacionalmente.
''Credenciamos escolas técnicas e universidades para que elas possam avaliar, por meio de programas de ensino, a capacidade profissional de uma pessoa no exterior'', explica a agente de marketing da instituição em São Paulo, Marina Racy. Essas certificações, segundo Marina, comprovam a aptidão de um profissional no exercício de sua função em 127 países.

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