Emprego no comércio do Paraná cresce 7,46%
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segunda-feira, 01 de março de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Apesar de o ano passado não ter sido bom para a economia, o número de pessoas empregadas no comércio paranaense aumentou 7,46% em relação a 2002, segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese).
O índice foi o terceiro maior do País, sendo superado apenas pelo crescimento registrado no Amazonas (10,97%) e no Mato Grosso (9,08%).
No total, 24.774 novas vagas foram criadas no comércio paranaense no ano passado. Para o presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Estado do Paraná, Vicente Silva, o desempenho poderia ter sido melhor. ''Apesar de que a média paranaense é boa em comparação com outros Estados, precisamos crescer muito mais para recompor o déficit histórico. É difícil falar em aumentar o nível do emprego sem que a economia cresça, mas temos que buscar meios de viabilizar isso'', afirmou.
Vicente Silva destacou a importância de incentivar a microempresa. ''Estamos negociando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que se amplie o crédito para as pequenas empresas e para aquelas pessoas que estão entrando no mercado de trabalho agora. O crédito agrícola também é importante, porque estimula o comércio no interior evitando o êxodo para as grandes cidades'', apontou. Segundo dados do Dieese, 71,22% das novas vagas no comércio do ano passado foram geradas no interior.
Outro ponto de destaque do levantamento do Dieese é a participação da mulher na economia paranaense. A pesquisa mostra que apesar das mulheres terem escolaridade média maior, o salário pago para a mão-de-obra feminina ainda é 26% inferior ao dos homens.
''Ainda existe um preconceito contra a participação da mulher. Podemos ver isso pela quantidade de mulheres ocupando funções executivas no comércio. Elas não chegam a ocupar 20% das vagas, apesar de terem maior escolaridade'', lamentou Vicente Silva. O estudo apontou que 67% das mulheres tem pelo menos o segundo grau completo, contra apenas 53% dos homens.


