Emprego no comércio cresceu 7,2% no País
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O comércio movimentou R$ 2,1 trilhões e ocupou 9,8 milhões de trabalhadores em 2011. Naquele ano, o total de salários pagos e outras remunerações atingiu R$ 130,2 bilhões em um universo de 1,571 milhão de empresas. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual do Comércio divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que analisou o atacado, o varejo e o comércio de veículos, peças e motocicletas. O levantamento mostrou que, em 2011, o pessoal ocupado no País teve crescimento de 7,2% sobre 2010.
A pesquisa aponta que, no Paraná, a receita bruta do comércio em 2011 foi de R$ 175,3 bilhões, com o pagamento de R$ 9,8 bilhões em salários e um total de 748.663 pessoas ocupadas em 142,7 mil empresas.
Um dos pontos analisados pelo IBGE foi a produtividade no trabalho, que envolve o número de horas trabalhadas em relação ao total produzido. Os setores com maior produtividade foram equipamentos de informática (19,1%) e produtos farmacêuticos (16,6%).
Em relação à participação na massa salarial, tiveram destaque os segmentos de hipermercados e supermercados (16,3%), comércio de tecidos, artigos do vestuário e calçados (16,6%) e o segmento de lojas de departamento, eletrodomésticos e móveis (16%). Hipermercados e supermercados também responderam pela maior média de pessoas ocupadas por empresa (77 funcionários).
O IBGE apontou ainda que três setores concentraram mais da metade (56%) da receita líquida do varejo. Os segmentos são hipermercados e supermercados, combustíveis e lubrificantes e lojas de departamento, eletrodomésticos e móveis. Estas atividades representam 24,5%, 16,8% e 14,7% da receita líquida do comércio varejista.
O consultor econômico da Associação Comercial do Paraná (ACP), Cláudio Shimoyama, disse que o comércio vem crescendo ano a ano. Segundo ele, o setor de informática teve o consumo de equipamentos e acessórios incentivado com a onda de digitalização. Já as farmácias "nunca venderam tanto como agora" em função da comercialização maior de produtos cosméticos, motivado pelo aumento da renda e a necessidade cada vez maior pela compra de produtos de beleza.
"A taxa de desemprego baixa dá garantia de trabalho para os brasileiros e de vendas para o comércio", disse Shimoyama. Segundo ele, o setor de combustíveis também teve bom desempenho em função da venda maior de veículos motivada pela redução do IPI.
A pesquisa mostrou ainda que o comércio apresentou crescimento do valor adicionado (medida similar ao PIB do setor) de 10,7% acima do aumento médio anual do número de pessoas ocupadas (6,5%), entre 2007 e 2011. Essas informações mostram o ganho de produtividade do setor de 3,9% graças ao fator de produzir num ritmo mais acelerado do que a expansão dos postos de trabalho.
O maior ganho de produtividade veio do varejo. O comércio varejista se destacou com elevação da produtividade acima da média do comércio em geral (6,3%), resultante do crescimento do valor adicionado de 13,2% e do número de pessoas ocupadas de 6,5%.
Já no atacado, o aumento da produtividade foi de 2,7% - com alta de 9,4% de crescimento médio anual do valor adicionado e de 6,5% do emprego. (Com agências)

Leia a reportagem completa em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.
- Setor está menos otimista em 2013
- Vendedora diz que salário é atrativo
- Vendas em supermercados sobem 5,43% em maio


