A oferta de emprego formal, com registro em carteira, aumentou 10% na zona rural, desde a aprovação da emenda constitucional 28 de 2000 que fixou em 5 anos o prazo de prescrição para reclamações trabalhistas, mesmo tratamendo dado ao trabalhador urbano.
Os dados sobre aumento de emprego no campo são da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e foram apresentados no último sábado, em Astorga, pelo senador Osmar Dias, durante reunião do Núcleo Regional dos Sindicatos Rurais do Norte e Noroeste do Paraná (Nurespar) que homenageou vários líderes e políticos. Osmar Dias, um dos homenageados, é o autor da emenda constitucional.
‘‘O empregado rural está tendo mais oferta de trabalho porque o produtor não precisa ter medo de contratar, pois não corre mais o risco de ser surpreendido daqui a oito ou dez anos com reclamações trabalhisas que podem lhe tomar o patrimônio’’ - informou o senador.
Ele também abordou outras questões relacionadas com a agropecuária, inclusive a sanidade. Atribuiu à Federação da Agricultura do Paraná (Faep) os trabalhos técnicos que fundamentaram a emenda. Muitas medidas do governo, assim como mudanças de leis para beneficiar a agricultura, resultaram de estudos das assessorias técnicas e econômicas da Faep, disse o Senador.
Outro que destacou a força da Federação foi o ex-secretário Antônio Leonel Poloni. Ele disse que a Faep é que apresenta estudos que dão embasamento às discussões em defesa de preços e seguros agricultura. Nesse trabalho estão incluídos estudos sobre a questão dos subsídios praticados por outros países como os Estados Unidos. Esses subsídios neutralizam os ganhos decorrentes do esforço e competência dos nossos agricultores.
‘‘Estudos da Faep têm levado à mudanças de leis e rompido com burocracias que prejudicavam a produção agrícola, criavam empecilhos e encareciam os custos. Outros estudos levam à melhoria da mão-de-obra e da qualidade dos produtos - segundo Poloni e Osmar Dias.
Enquanto outros estados perderam oportunidades de negócios no segmento das carnes bovina e suína, o Paraná avançou porque as campanhas de vacinação foram levadas ao extremo e isto criou uma imagem positiva no mercado. Os agropecuaristas do Paraná passaram a ser referência de controle sanitário, lembrou Poloni.
Poloni fez uma retrospectiva ‘‘do que foi o Paraná nos últimos anos’’ em termos de política agrícola destacando o crescimento do agronegócio, as cadeias produtivas e o crescimento profissional dos agricultores. O avanço nessa direção vai depender muito da continuidade desse entrosamento entre entidades como Faep, sindicatos, cooperativas e governo.

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