Emprego na indústria teve queda de 5,1%
Curitiba - O nível de emprego na indústria brasileira teve queda de -5,1% no primeiro semestre deste ano comparado com o mesmo período do ano passado. Em junho na comparação com maio, a queda foi de -0,1% e em relação a junho de 2008 caiu -6,6%. No acumulado dos últimos 12 meses a retração é de -1,9%. São Paulo (-4,6%), Minas Gerais (-11%), que representam cerca de 47% do pessoal ocupado na indústria, região Norte e Centro Oeste (-10,6%) e Rio Grande do Sul (-8,9%) exerceram as pressões negativas mais significativas.
No Paraná, o índice caiu 7% no primeiro semestre. Segundo informações divulgadas na Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os setores que tiveram as maiores quedas foram vestuário -19,3% e madeira -24,1%. Em junho comparado com o mesmo mês do ano anterior, a redução do pessoal ocupado foi de -7,8%, sendo que vestuário e madeira tiveram as maiores contribuições com quedas de -18,6% e -22,7%, respectivamente.
O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria do País voltou a cair, depois de uma alta em maio, apontando retração de -1,7%. Em relação a junho de 2008, houve retração de -2%. No acumulado do primeiro semestre, a folha de pagamento caiu -1% na comparação com igual período de 2008. Nos últimos 12 meses, houve avanço de +2,3%.
No Paraná, a folha de pagamento caiu 1,7% no primeiro semestre com destaque negativo para vestuário (-18,7%). Em junho, comparado com o mesmo mês de 2008, a queda foi de -3,7%. O setor que mais teve redução foi meio de transporte -7,1%.
O número de horas pagas na indústria brasileira cresceu 0,5% frente a maio, interrompendo sequência de oito resultados negativos, período no qual acumulou queda de -8,2%.
Em relação a junho de 2008, houve retração de -6,9%, também a oitava taxa negativa consecutiva. No acumulado do ano, há redução de -5,8% e no acumulado dos últimos 12 meses, a queda é de -2,3%. No Paraná, o número de horas pagas caiu -7% no primeiro semestre. (A.B.)
Entenda o Economês
Emprego: Em sentido amplo é o uso do fator de produção por uma empresa. Estritamente é a função, o cargo ou a ocupação remunerada exercida por uma pessoa. A oferta total de empregos que um sistema econômico pode proporcionar depende do que se produz, da tecnologia empregada e da política econômica governamental e empresarial. Numa economia de mercado, distinguem-se três categorias entre a população economicamente ativa: empregadores, empregados e trabalhadores autônomos. O nível de emprego consiste na relação entre aqueles que podem e deseja trabalhar e os que efetivamente o conseguem, isto é, aqueles que, em tese, são necessários para criar o produto social.





