Rio de Janeiro - O nível de emprego na indústria brasileira voltou a ficar positivo em julho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o emprego industrial cresceu 0,6% na comparação com junho, na série livre de influências sazonais. No mês anterior, ele tivera leve queda de 0,1%.
Já em relação ao mesmo mês do ano passado, o crescimento na ocupação foi de 2%, a maior taxa desde maio de 2005, o que representa a 13 alta consecutiva. No acumulado até julho, o emprego apresenta ganho de 1,5%. Nos últimos 12 meses, a alta chega a 1,1%.
O contingente de trabalhadores aumentou em 11 das 14 áreas na comparação com julho de 2006. Os principais destaques nas contratações foram São Paulo (2,9%), Rio Grande do Sul (2,4%) e Minas Gerais (1,9%). Por outro lado, houve demissões em Pernambuco (-1,8%), Bahia (-1,1%) e Ceará (-0,8%).
Em São Paulo, principal parque industrial do país, as principais contribuições positivas vieram de máquinas e equipamentos (8,1%) e meios de transporte (6,3%).
Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), embora o desempenho do emprego industrial seja lento em relação à produção, ele sugere um processo de aceleração das contratações. ''O emprego ainda cresce pouco, mas voltou a acelerar o seu crescimento. Sinal que, em sendo mantido o dinamismo industrial brasileiro no segundo semestre, pode-se antever com maior otimismo a evolução do emprego industrial nesse período'', diz em nota.

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