Emprego na indústria mantém recuo
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terça-feira, 09 de junho de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O nível de emprego na indústria caiu 0,7% em abril, na comparação com março, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do sétimo recuo consecutivo, na comparação com o mês imediatamente anterior.
Em relação a igual período do ano passado, a queda foi ainda pior: a retração de 5,6% é a maior de toda a série iniciada em 2001. No acumulado do últimos 12 meses, a retração é de 0,4%. No acumulado de janeiro a abril, verifica-se queda de 4,4% em relação a igual período em 2008. No Paraná, a queda foi de 7,76% em abril comparado com o mesmo mês de 2008.
O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou queda de 0,2% frente a março. Em relação a abril de 2008, houve retração de 1,8%. No acumulado do primeiro quadrimestre, a folha de pagamento caiu 0,5% na comparação com igual período em 2008. No acumulado nos últimos doze meses, o crescimento é de 3,7%. No Paraná, a queda na folha foi de 6,67% em abril em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O economista do Dieese, Cid Cordeiro, disse que o desemprego na indústria é resultado da crise financeira. Apesar disso, ele acredita que o ''fundo do poço'' já passou e prevê que o emprego volte a crescer nos próximos meses.
O economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, lembrou que em 2008 a indústria do Paraná era a que mais vinha crescendo. ''Com a crise, quem está crescendo mais também tem queda maior'', disse.
O ponto positivo é que a indústria do Estado começou a cair menos que o índice nacional. Em abril comparado com março a redução no nível de emprego no Estado foi de -0,15% enquanto no País atingiu -0,7%.
Ele lembrou ainda que, no Paraná, um dos grandes setores que emprega é o sucroalcoleiro que atrasou as contratações neste ano, como consequência da crise. Zurcher disse ainda que o emprego na indústria geralmente cresce mais até setembro ou outubro quando o setor opera com maior capacidade. Em 2007, a indústria gerou 52.388 vagas e no ano passado 20.069. Ele acredita que, neste ano, a indústria feche no negativo.


