O emprego na indústria paranaense voltou a crescer em agosto deste ano em comparativo ao mesmo período do ano passado. O Estado teve o melhor desempenho entre todas as unidades da Federação com um crescimento de 1,5%, seguido de Minas Gerais (0,5%) e Rio de Janeiro (-1,8%), o melhor entre os desempenhos negativos. A média do País, portanto, acabou fechando no vermelho em 2%. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da sua Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes).
Aliás, os números brasileiros não tiveram bom desempenho em quase nenhuma análise do Pimes. Em comparativo a julho, o pessoal ocupado assalariado ficou em -0,1%, e no acumulado deste ano (janeiro a agosto) fechou em -1,4%. No acumulado dos últimos 12 meses tal variável ficou no vermelho 1%. De acordo com informações do estudo, este item ''permanece com o comportamento predominantemente negativo observado desde outubro do ano passado: perda acumulada de 1,8%''.
Quando o assunto é o número de horas pagas, o Paraná acabou sendo o único estado que fechou em ascensão. No comparativo entre agosto de 2011 e agosto de 2012, as horas pagas cresceram 0,7% no Estado, enquanto no Brasil houve queda de 2,6%. Na somatória do último ano, o Paraná ficou em segundo lugar (1,1%), atrás apenas do Pernambuco (1,7%). A média brasileira, mais uma vez, ficou abaixo de zero, com -1,9%.
Apenas na folha de pagamento real, que está incluído, entre outros, salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, a média brasileira acabou ficando no azul. No acumulado deste ano, a média dos pagamentos dos brasileiros na indústria cresceu 3,4%. No Paraná, mais uma vez, melhor desempenho: alta de 9,5%, seguido de Minas Gerais (7,2%), Pernambuco (6,6%) e Ceará (5,9%). No estudo do IBGE, fica explícito que os bons resultados da média brasileira ''interrompem a trajetória descendente iniciada em abril deste ano.''
Para o coordenador do departamento econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Maurílio Schmitt, a diferença dos números do Estado e da média do País pode ser avaliada, primeiramente, pelas diferenças estruturais das indústrias do Paraná e São Paulo. ''São Paulo continua na vanguarda, com 40% da renda industrial do País. Portanto, seus números afetam demais a média nacional.''
No caso deste último levantamento, como a indústria paulista é voltada aos bens de consumo duráveis, que oscilam muito frente à disponibilidade de crédito ofertado, os números acabaram sendo puxados para baixo.
Já a indústria paranaense, que tem sua estrutura baseada no gênero de alimentos e bebidas (agronegócio), acabou sendo beneficiada por diversos fatores, sendo um dos principais os preços das commodities como soja e milho. ''O nível de emprego deste setor no Estado cresceu 8,52% este ano e a folha de pagamento 12,97%. Outro ponto positivo é que o setor de alimentos tem consumo corrente, ou seja, são essenciais para a população sempre.''

Imagem ilustrativa da imagem Emprego na indústria do PR volta a crescer
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