Emprego na indústria do PR cresce 1,7%.
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quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Após três meses consecutivos com taxas negativas, o indicador de emprego na indústria nacional cresceu 1,3% em relação a agosto. Foi o maior resultado positivo nesse tipo de comparação desde o início da pesquisa, em dezembro de 2000, cujos dados são coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Paraná, a exemplo dos demais Estados, houve crescimento de 1,7% na atividade industrial de setembro em relação ao mês anterior.
A reversão da atividade industrial paranaense foi provocada pelo desempenho positivo das indústrias do vestuário, papel e gráfica e alimentos e bebidas. Mas no acumulado de janeiro a setembro, o resultado é negativo em 0,6% em decorrência do péssimo desempenho do setor registrado neste ano, disse a economista do IBGE, Denise Cordovil. Na evolução trimestral, a atividade industrial do Paraná teve queda de 1,8% no primeiro trimestre, queda de 0,6% no segundo trimestre e crescimento de 0,7% no terceiro trimestre.
Entre setembro e agosto, houve crescimento generalizado, em 13 dos 14 Estados pesquisados. A única exceção negativa foi representada por Minas Gerais, com -0,1%. A indústria da região Nordeste apresentou crescimento de 6,7%. A indústria daquela região foi beneficiada pelo setor de alimentos e bebidas, devido ao início do processamento da safra de cana-de-açúcar em Pernambuco.
Na comparação com setembro de 2001, houve redução da atividade industrial nacional em -0,3%, índice menor do registrado em agosto que foi de -1,3%. São Paulo, com queda de -3,3% e Rio de Janeiro, com queda de -3,6%, exerceram os principais impactos negativos. O Paraná apresentou crescimento de 2,6% no período analisado. As áreas que aumentaram o número de empregados foram, principalmente, Santa Catarina e Norte e Centro-Oeste.
As taxas positivas registradas em setembro não indicam recuperação da atividade industrial. De acordo com a economista do IBGE é necessário aguardar os próximos indicadores para ver se ele sinalizam nessa direção. Por enquanto, ela prefere dizer que as taxas negativas que vinham sendo registradas este ano foram desaceleradas, o que aponta para uma estabilidade na atividade industrial.


