Emprego na indústria do Paraná cresce 2,24%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de julho de 2012
Andréa Bertoldi <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O emprego na indústria recuou em maio no Brasil. O total de ocupados teve queda de -1,7% e a folha de pagamento real registrou uma evolução de +1,1% no mês comparado com o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, o cenário no Paraná foi completamente diferente. Em maio, o Estado teve aumento de 2,24% no pessoal ocupado e de 8,4% na folha de pagamento real. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário.
Segundo o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Maurílio Schmitt, os resultados do emprego no Paraná são fruto de uma série de investimentos que o Estado tem feito ao longo dos anos. ''Isso reflete em emprego e renda maior'', destacou.
Ele disse que os investimentos que têm sido realizados no Estado incluem a expansão da capacidade produtiva de empresas já existentes e a instalação de novas indústrias. Segundo Schmitt, estes dois tipos de investimentos demandam cerca de 18 a 36 meses para iniciar as operações.
O setor que mais teve crescimento no pessoal ocupado no Estado foi o de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (35,1%). Na pesquisa da Fiep sobre vendas industriais, este segmento teve crescimento de faturamento de 50% de janeiro a maio deste ano. Este segmento inclui linha branca, tevês, DVDs e produtos de informática. Schmitt lembrou que o setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos teve queda de -26% no emprego no Estado em 2011 e o de comunicações de -4,53%. Agora, segundo ele, estes segmentos estão em processo de recuperação.
Outro setor que foi destaque na geração de empregos foi o de alimentos e bebidas, com crescimento de 6,08%. Para Schmitt, isso é reflexo da safra agrícola.
O setor têxtil registrou crescimento de 10,81% nos empregos em maio no Paraná. De acordo com a presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Curitiba e Região Metropolitana (Sindivest), Luciana Bechara, a indústria deste setor tem muitas vagas e ainda é difícil de conseguir pessoas especializadas para esta área. Segundo ela, nos últimos três anos, o trabalhador tem conseguido aumento real acima da inflação. Devido à falta de mão de obra, os salários também devem manter a atual valorização.
Outros setores que apresentaram resultados positivos em maio no Estado em relação ao mesmo mês do ano passado no índice de pessoal ocupado foram produtos químicos (8,52%), minerais não-metálicos (9,40%), metalurgia básica (8,04%) e fabricação de meios de transporte (3,24%).
Na folha de pagamento real tiveram destaque no crescimento os setores de alimentos e bebidas (7,55%), têxtil (6,22%), produtos químicos (15,44%), minerais não-metálicos (6,09%), metalurgia básica (13,62%), máquinas e equipamentos (4,64%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (44,12%) e fabricação de meios de transporte (11,26%).
O economista Maurílio Schmitt, preferiu não fazer previsões sobre o desempenho do emprego industrial para o ano de 2012. As vendas industriais tiveram crescimento de janeiro a maio de 2,81%, segundo a pesquisa da Fiep. O levantamento do IBGE apontou que o Estado teve crescimento no ano de 3,62% no pessoal ocupado e de 10,8% na folha de pagamento de janeiro a maio. Nos últimos 12 meses, o crescimento no pessoal ocupado foi de 5,21% e na folha de pagamento de 10,98%.




