Curitiba - Estão crescendo os empregos na indústria do Paraná, embora o nível de desemprego ainda permaneça alto. No mês de outubro, a ocupação na indústria aumentou 0,21% na comparação com o mês anterior. No período janeiro a outubro, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), constatou crescimento de 6,80% na indústria paranaense. A instituição prevê um crescimento de 6% no emprego da indústria durante todo o ano de 2002.
As indústrias que mais empregaram no mês de outubro estão localizadas na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que abriram 1.258 vagas. Em compensação, as empresas localizadas no interior, que lideraram a abertura de vagas ao longo do ano, fecharam 387 vagas em outubro, informou o coordenador do Dieese, Cid Cordeiro. Os setores que puxaram o crescimento do emprego, foram a Indústria Têxtil, de Madeira e Mobiliário, da Borracha, Fumo e Couro, Indústria Mecânica e Metalúrgica.
Na avaliação de Cordeiro, no mês de outubro a variação do emprego na indústria sempre é positiva porque o setor trabalha para abastecer as lojas para o período do Natal. A expectativa é que em novembro e dezembro ocorra uma queda no emprego industrial.
No período janeiro a outubro, o segmento que mais gerou vagas no Estado foi a Indústria de Alimentos e Bebidas, que criou 9.668 vagas, que corresponde a um crescimento de 10,14% sobre o mesmo período do ano passado. O aumento foi seguido pela Indústria do Vestuário, que criou 7.298 vagas. De acordo com Cordeiro, a localização dessas indústrias se concentra no interior do Estado, que foi a região que mais demitiu em outubro. Ele acredita que no último trimestre do ano deve haver uma estabilidade no crescimento desses setores, que vinha acelerado ao longo do ano.
Acompanhando o crescimento da indústria, o recolhimento do ICMS aumentou 3,74% em outubro e 5,83% no acumulado do ano. Apesar da reação da indústria, o Dieese informou que existem 620 mil desempregados no Paraná, que corresponde a uma taxa de desemprego de 12%, uma das mais altas dos últimos 20 anos, informou Cordeiro.
Na projeção para 2003, Cordeiro afirma que o primeiro trimestre ainda será de dificuldades para a economia, porque é a partir de janeiro que os agentes econômicos vão começar a sofrer o impacto do aumento da taxa de juros que passou para 25% ao ano, ''uma taxa que deve provocar a desaceleração da economia''.

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