Emprego na indústria cai em agosto
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 21 de outubro de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba Pelo terceiro mês consecutivo, a indústria nacional voltou a reduzir o número de vagas. A queda foi de 0,3% em agosto. O salário pago aos trabalhadores também sofreu retração no mês, de 1,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A indústria paranaense teve desempenho semelhante: o número de vagas também caiu 0,3%, e os salários diminuíram em 1,2%.
De acordo com o IBGE, o emprego caiu em nove dos 14 locais pesquisados e em oito dos 18 segmentos analisados. Os estados que contribuíram negativamente foram São Paulo (-0,7%), Rio Grande do Sul (-1,4%) e Bahia (-2,3%). Os setores que causaram os maiores impactos negativos em agosto foram os de máquinas e aparelhos eletro-eletrônicos e de comunicações. A indústria de transformação reduziu em 2,3% o número de vagas; as indústrias de meios de transporte e têxtil, -1,5%, e a de fumo, -21,3%.
Entre janeiro e agosto, a indústria nacional reduziu em 1,3% o número de vagas em relação ao mesmo período do ano passado. A comparação com agosto de 2001 também é negativa: houve retração de 1,1%. Já a indústria paranaense está com desempenho um pouco melhor, mas ainda assim negativo: queda de 0,6% no acumulado do ano e de 0,1% em relação a agosto de 2001. O salário dos trabalhadores da indústria nacional acumula perda de 2,4% no acumulado do ano, e os da indústria do Paraná, 1,6%.
As áreas que aumentaram o emprego foram, principalmente, Norte e Centro-Oeste (1,4%), Pernambuco (4,4%) e Santa Catarina (1,0%). Os setores que tiveram bom desempenho foram as de vestuário, que aumentou em 1,3% o número de vagas; refino de petróleo e produção de álcool (2,1%) e de alimentos e bebidas (0,2%).
O número total das horas pagas acompanhou a tendência de emprego do setor industrial e caiu 0,2%. A jornada de trabalho também está com queda na comparação com agosto de 2001 (-1,5%) e no acumulado do ano (-1,9%).


