Emprego na indústria cai 0,5% em abril
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de junho de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O nível de emprego na indústria brasileira voltou a cair em abril se comparado ao mês anterior, depois de acumular este ano um aumento de 1,6% na taxa de vagas abertas no mercado de trabalho. A queda foi de -0,5%. O índice nacional também foi negativo se comparado ao mesmo período do ano passado (-0,2%), no acumulado do ano (-0,6%) e nos últimos 12 meses (-1,0%). Entre os locais pesquisados, a indústria de São Paulo (-1,5%) representou a principal pressão para a redução de emprego, influenciada sobretudo pela diminuição dos postos de trabalho no vestuário (-26,6%) e produtos de metal (-10,6%).
As principais contribuições positivas para o emprego industrial vieram dos estados de Minas Gerais (2,8%), Paraná (2,3%) e Santa Catarina (1,2%). Os três estados foram os únicos que tiveram crescimento na taxa de emprego no mês de abril.
As contratações efetuadas no mês de abril ocorreram principalmente nos ramos de máquinas e equipamentos (12,5%) e alimentos e bebidas (2,4%). O total de horas pagas também caiu no Brasil em abril com relação ao mês de março. A queda foi de 0,4%. Nos indicadores acumulados, a variação das horas pagas foi de -0,2% no ano e -1% nos últimos 12 meses.
Em apenas seis estados brasileiros houve crescimento no número de horas pagas: Ceará (0,07%), Pernambuco (0,6%), Bahia (0,7%), Paraná (1,6%), Santa Catarina (1,7%) e Minas Gerais (2,7%).
A jornada média de trabalho cresceu no indicador mensal (0,2%) e no acumulado do ano (0,5%), e ficou estável no acumulado dos últimos 12 meses (0,0%). Entre os setores, tiveram as maiores quedas na média de horas de trabalho o vestuário (-10,9%), produtos de metal (-7,6%) e papel e gráfica (-5,6%).
Já as principais contribuições positivas ficaram por conta das indústrias de máquinas e equipamentos (16,6%), borracha e plástico (5,8%), fabricação de meios de transporte (4,3%).
A folha de pagamento dos trabalhadores da indústria brasileira caiu 2,4% em comparação ao mês de março. A maior contribuição positiva foi assinalada na Região Sudeste por conta da expansão nos estados de São Paulo (6,8%) e Minas Gerais (15,2%).
A Região Sul também obteve boa performance (7,7%), destacando-se fabricação de meios de transporte (21,3%) e alimentos e bebidas (8,6%). Os três estados desta região obtiveram resultados significativos, tendo o Paraná como o principal deles, fechando com crescimento na folha de pagamento real na ordem de 9,2%; Santa Catarina com 8,5%; e Rio Grande do Sul com 6,1%.


