Curitiba O emprego na indústria brasileira apresentou pequena alta em janeiro, reforçando o cenário de estabilidade observado nos últimos três meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a janeiro de 2002, o aumento foi de 1%. No Paraná, a indústria empregou 3,1% a mais em janeiro deste ano, sendo este o sexto resultado positivo consecutivo e a taxa mais alta desde dezembro de 2001.
De acordo com a economista do setor de indústria do IBGE, Isabela Nunes Pereira, Santa Catarina continua como responsável pelo índice positivo nacional. ''A novidade deste janeiro é que São Paulo voltou a apresentar taxas positivas'', relatou. Em nove dos 14 locais pesquisados e em nove dos 18 setores avaliados pelo IBGE houve aumento na taxa de emprego.
A estabilidade no nível de emprego industrial, com tendência à alta, era esperada pelo IBGE. ''A produção vem aumentando há oito meses. O emprego, há apenas três, mas sempre há uma defasagem já que a decisão para investir em mão-de-obra é sempre mais demorada e leva em conta diversos fatores'', analisou Isabela.
No Paraná, os setores industriais que puxaram a alta de emprego foram o de vestuário e o de alimentos e bebidas. O primeiro apresentou variação de 22,22%, e o segundo, de 5,4%. Essas duas áreas também foram as responsáveis pela manutenção do emprego nos últimos 12 meses (fevereiro de 2002 a janeiro de 2003) no Estado, que apresenta alta de 0,7%. ''O Paraná vem bem porque tem presença forte em alguns setores que estão apresentando dinamismo no Brasil, que são a agroindústria, exportações e petróleo'', relatou Isabela.
Já a folha de pagamento continuou apresentando queda em janeiro. A indústria nacional reduziu em 4,5% os rendimentos pagos na comparação com janeiro de 2002. Em relação a dezembro passado, houve aumento de 8,6%, mas essa taxa é influenciada por fatores sazonais, explicou Isabela. Em relação a janeiro de 2002, os salários da indústria paranaense caíram 3%. ''Os rendimentos já vêm sofrendo redução há vários meses e a aceleração da inflação compromete ainda mais o poder de compra'', disse.

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