Emprego industrial tem pior queda
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Agência Estado 
A oferta de empregos na indústria de transformação paulista teve em agosto a pior queda desde os primeiros meses de 1999, quando deixou de existir a âncora cambial e o real teve forte desvalorização em relação ao dólar. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em agosto foram fechadas 12.930 vagas no Estado, uma queda de 0,8% em relação a julho. Em janeiro, fevereiro e março de 99 foram fechados, em média, de 13 mil a 15 mil empregos em cada mês.
Segundo Clarice Mester, diretora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, até agora não há motivos para prever uma reversão nas demissões na indústria. ''Não há nenhuma razão que nos faça prever melhoras nos índices de emprego nos próximos meses'', afirmou.
Ela acrescentou que setembro e outubro são meses em que, tradicionalmente, a indústria contrata mão-de-obra para dar conta da produção para o fim do ano. ''É possível que nesses dois meses haja uma certa recuperação sobre o resultado total, mas será muito fraca'', disse. Agosto teve a terceira queda consecutiva no nível de emprego industrial (-0,32 em julho e -0,11% em junho), o que provocou o registro de queda acumulada no ano de 0,7%, ou 11.323 postos de trabalho fechados. Esses números fazem a Fiesp acreditar que o ano termine com uma forte redução na oferta de trabalho na indústria.


